“Ainda estamos nos entrosando”, diz Bruninho sobre a renovação da seleção brasileira de vôlei

O levantador titular do Brasil, Bruno Rezende, mais conhecido como Bruninho, esteve presente no encerramento da 13ª Taça Paraná de Voleibol no último domingo (3). Duas vezes medalhista de prata nas Olimpíadas (2008 e 2012), o jogador da seleção brasileira foi muito assediado por todos que estavam presentes no Ginásio do Tarumã e atendeu carinhosamente os fãs.

O jogador do RJX/Tijuca Tênis Clube (RJ) falou com a nossa reportagem sobre alguns assuntos da atualidade do voleibol. O filho do técnico Bernardinho ainda comentou sobre sua relação com o pai na seleção e o que é importante para os jovens atletas. Acompanhe a entrevista completa abaixo.

Conexão News – Qual a importância da Taça Paraná de Voleibol?

B.R – Não tive a oportunidade de participar da Taça Paraná, mas esse torneio é muito importante para as categorias de base, por ser o maior do Brasil. Essa experiência da competição traz uma bagagem que os atletas podem levar por toda a vida. Com certeza, daqui saem jogadores destaques no vôlei mundial e serve para manter o voleibol brasileiro no topo.

Conexão News – O que você acha do apoio dos familiares?

B.R – O incentivo da família é muito importante, é um passo a frente para a construção dos atletas. Eu sou filho de jogadores, meu pai é técnico de vôlei e sempre me apoiou a buscar esse sonho. Alguns pais acabam nesse âmbito de querer apoiar o filho dando pitacos para ele, isso pode atrapalhar e confundir a cabeça dos jovens jogadores. Mas é sempre bom os familiares estarem presentes.

Conexão News – Você é filho de dois ex-jogadores, seus pais davam pitacos?

B.R – Eles viveram o meio do esporte e sabem que isso atrapalha. Eles nunca falaram nada, só me apoiavam e apoiam até hoje. Quando estou no clube meu pai (Bernardinho) não fala nada, mas quando estou na seleção já é completamente diferente. Lá ele é meu treinador, dá broncas, conversa, dá sua opinião.

Conexão News – Falando em seleção, qual a maior dificuldade da renovação que está acontecendo na equipe?

B.R – A maior dificuldade são os outros times, eles tiveram poucas mudanças e nós ainda estamos nos entrosando. Esse ano tivemos pouco tempo para treinar e muitos jogadores ficaram fora por conta de lesão. Porém ano que vem teremos mais tempo de treinamento, acho que vamos conseguir ir nos adaptando ao novo estilo de jogo do time e torcemos para que não tenhamos nenhum jogador machucado. O Murilo e o Sidão que são muito importantes para a seleção pouco jogaram em 2013, isso complicou o desenvolvimento da equipe num todo.

Conexão News – Agora a Superliga Nacional de Vôlei é disputada com os sets indo até 21 pontos. O que muda na partida e para o atleta?

B.R –  Ah, o jogo ficou mais rápido. Antes a vantagem que se abria no meio do set, por exemplo 17 a 13, agora já está nos momentos decisivos. Nós jogadores e técnicos ainda estamos nos adaptando. Os treinadores seguram os pedidos de tempo e no fim do set temos dois ou três tempos técnicos e isso dá uma quebrada de ritmo na partida e deixa o jogo com mais pausas.

Conexão News – Qual o conselho que você dá para quem pretende se tornar jogador de vôlei?

B.R – Trabalhar, trabalhar duro, se dedicar ao máximo e não deixar nada tirar o foco do seu sonho. Acho que esse é o único conselho que posso dar.

Danilo Georgete / Eduardo Demeterco

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