Ricardinho fala sobre a carreira, superliga e seu corte no Pan 2007

O Conexão News entrevistou com exclusividade o levantador Ricardinho. Um dos principais jogadores de voleibol do Brasil falou sobre a carreira, seleção brasileira e sobre o Ziober Maringá seu atual time. O atleta ainda deu uma declaração firme sobre o Pan-Americano de 2007. Confira abaixo a entrevista com um dos maiores levantadores do vôlei mundial.
Ricardinho, você é um dos maiores levantadores da história do voleibol brasileiro, como é ver que hoje o seu estilo de jogo é parâmetro para os jovens atletas da posição?

Acho muito bacana e poder servir de exemplo para os jovens é um motivo de muito orgulho.

Em 2006 o ex-levantador William te apontou como o principal responsável pelas conquistas da seleção, o que isso significou para você?

Vindo dele, sem duvida alguma fico muito lisonjeado, foi um dos melhores do mundo na posição!

Como foi fazer parte da melhor geração da história do voleibol nacional? E vocês tinham noção da importância que aquele grupo teria para o futuro do vôlei no país?

Foi o melhor momento que vivi em minha carreira e tenho muito orgulho de ter feito parte deste grupo. Acredito que não tínhamos a menor ideia e a mínima noção do que iríamos representar na historia do voleibol mundial. Foi uma grande honra e orgulho participar daqueles momentos.

O único título que não conquistou com a seleção brasileira foi o Pan-Americano, existe alguma decepção por não ter essa conquista?

Sem dúvida, mas no esporte é assim. Prefiro olhar para trás e ver que foram muito mais vitórias do que derrotas. Então, mais motivos de me alegrar do que ficar triste.

Queria que você falasse sobre o seu corte no Pan-Americano de 2007. No ano passado o meio-de-rede Rodrigão disse que o principal motivo foi você falar demais e expor para fora do grupo os problemas da seleção. Foi esse mesmo o principal motivo? Como recebeu a notícia do corte?

Prefiro não falar sobre esse assunto.

Após esse episódio sua relação com o técnico Bernardinho ficou abalada, como foi a reconciliação?

Normal.

Como foi retornar para a seleção e disputar outra Olimpíada?

É sempre maravilhoso participar de uma olimpíada, poder ter outra medalha e representar meu País. Não tem palavras.

Atualmente você é jogador e presidente do Ziober/Maringá, como é ser dirigente e jogador?

Experiência única. Estou muito feliz e muito agradecido das grandes pessoas que estão me ajudando com este projeto, o prefeito Roberto Pupin, deputado Ricardo Barros e o governador Beto Richa. Sem estas pessoas com cabeças abertas e avançadas, nada disso seria possível.

Para essa temporada o Ziober/Maringá fez boas contratações e esta com mais experiência. Qual o objetivo do time na Superliga 2014/2015?

É uma equipe mais jovem e com algumas promessas no voleibol. Nosso objetivo é mantermos esta equipe entre as 8 primeiras do Brasil. Este é o nosso objetivo

O que acha do atual momento do voleibol brasileiro? Atualmente temos uma das melhores ligas do mundo, na sua opinião o que precisa ser melhorado? Falta investimento ainda no esporte e nas categorias de base?

Continua entre as melhores. Temos uma das melhores ligas sim, é claro que precisamos de empresários e empresas com visão aberta para patrocinar o esporte em geral no Brasil.

Você tem 38 anos já pensa em se aposentar?

Após encerrar a carreira pretende continuar atuando como dirigente ou pensa em se tornar técnico?
Não penso na data de me aposentar, não sei o que farei quando parar de jogar. Ainda não penso nisso, estou focado somente em jogar e fazer o melhor para o Ziober Maringá Vôlei.

Se hoje você fosse presidente da Confederação Brasileira de Voleibol o que mudaria no planejamento dos campeonatos? E o que faria para dar um suporte maior a base do voleibol?

Muita coisa teria que ser mudado, com certeza. Mudanças são sempre bem vindas e neste caso, sempre para a melhoria do nosso esporte, mas é fácil falar, criticar, exigir isso ou aquilo quando não estamos do lado de lá. Então prefiro continuar confiando em quem esta lá e fazendo o meu melhor dentro de quadra.

Danilo Georgete

 

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