Grammy 2015: O Tapete de Críticas

É quarta-feira. As opiniões sobre os figurinos do Grammy Awards 2015 diminuíram, tudo foi publicado na hora ou na segunda-feira. Um espetáculo de erros. O jornalismo de moda foi terrível.

Ninguém quis ouvir o que Rihanna tinha a dizer sobre o vestido que usava, ficou como a tal “catástrofe” da premiação – independente da declaração, foi mesmo. E a Lady Gaga, mulher que, agora, abraça o jazz, deixando debaixo dos nossos narizes a alternativa das joias? Pois é, eu e você só comentamos sobre o decote e corpo fora do padrão.

Tem também a histeria de Stefano Gabbana ao ser trocado por Riccardo Tisci, durante a apresentação de Madonna. A notícia foi mais divulgada que o figurino inspirado na moda espanhola, uma cultura tão bonita que rouba várias passarelas. No final, a moda ficou mesmo com os chifres e milhões de fotos da bunda da cantora, que passava pelo red carpet. Ponto e muito marketing para ela.

A Monroe do século XXI também teve uma inspiração ignorada. O long bob, novo corte de cabelo de Kim Kardashian, poderia ter sido pauta. A história dele é das boas para se contar na área, melhor que persistir no discurso de “liberdade” pelo nu fotografado para a Prada – pode até ser sido o desejo da moça, mas a gente $abe, infelizmente, a intenção da marca.

Miley Cyrus veste Alexandre Vauthier. Foto: Divulgação
Miley Cyrus veste Alexandre Vauthier. Foto: Divulgação

Miley Cyrus e Nicki Minaj, ambas com dois dos melhores looks da noite, foram quase deixadas de lado, é como se as duas só pudessem usar roupas excêntricas (e, quando usam, são criticadas). A maioria das matérias viraram um “antes e depois” totalmente desnecessário.

Mas desnecessário mesmo foi Kanye West. A atitude do rapper não está e, por favor, nunca estará na moda. Assim como as brincadeiras de péssimo teor com Giuliana Rancic, a apresentadora do E!, que ainda se recupera da dupla mastectomia, resultado de um câncer.

Essa edição do Grammy, desapontou não só com peças e cores que desfilaram pelo famoso tapete, mas, principalmente, pelo comportamento dos artistas e da mídia. A futilidade foi grande e, como dizem os próprios comentaristas de Twitter e Facebook, “o choro é livre”.

Uliane Tatit

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