Dos tatames ao octógono

É inevitável não falar sobre a sensação do momento no UFC, a americana Ronda Rousey. A ex-judoca, medalhista olímpica em 2008, está cada vez com os holofotes mais voltados pra ela. Vamos ser sinceros, é graças a ela que o UFC vem sobrevivendo em meio aos vários casos de doping que vem aparecendo.

Aos 28 anos de idade, a americana que por muitos é considerada a musa do UFC (e sim, eu concordo), vem ganhando mais destaque mundial agora, inclusive na indústria cinematográfica, com participações em “Os Mercenários 3” e no inédito “Velozes e Furiosos 7”.

Falando um pouco dos tempos de Ronda no judô, ela teve muito destaque e não migrou pro MMA por falta de sucesso, pelo contrário. Em 2004, aos 17 anos, se tornou a mais jovem judoca a participar de uma Olimpíada. Quatro anos depois, mais experiente, conquistou a medalha de bronze em Pequim, sendo a primeira americana a conquistar uma medalha olímpica. Além dessas medalhas ela teve um grande destaque na categoria júnior, com um ouro e um bronze em mundiais da categoria.

Porém, mesmo com sucesso no esporte que consagrou sua mãe, Ronda procurava novos desafios e migrou para o MMA e o resultado foi o melhor possível. Mas mesmo com um cartel impecável e invicta (11 vitórias), Ronda não possui um salário no mesmo nível de outros lutadores. No UFC 184, no último final de semana, a estrela mor do evento recebeu 6 mil dólares a menos que Jake Ellenberger, atleta que venceu Josh Kotscheck no card principal, um pequeno detalhe é que Ellenberger não vencia uma luta há mais de dois anos.

Agora a pergunta que fica no ar é o motivo das mulheres não terem os mesmos salários que os homens, e infelizmente vemos isso em todas as profissões. Outra pergunta que fica no ar é se tem alguma mulher capaz de tirar o cinturão de Ronda Rousey. Na minha opinião, não tem lutadora capaz de desbancar a Ronda do trono, enquanto isso vamos apreciando as lutas da musa do UFC, que mesmo com apenas 14 segundos de luta, vale a pena sentar e ver ela desfilar seu talento no octógono.

Danilo Georgete

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