Não seja o chato super saudável – Conexão News

Não seja o chato super saudável

Estou gostando bastante dos retornos que estou tendo da coluna. Fico feliz que as pessoas estejam acompanhando, mesmo que não se sentindo estimuladas a começar um projeto de vida como o que este meu. Digo projeto de vida porque não adianta eu fazer várias coisas em prol da minha saúde por apenas algumas semanas e depois deixar isso de lado. Tem que ser firme e tentar levar o máximo que dá levar isso tudo a diante. Me conheço e sei que se eu relaxar, não volto nunca mais.

O problema é que tem gente que começa a mudar os hábitos e acha que todos ao redor devem fazer o mesmo. Não penso assim. Não é porque eu estou fazendo mais exercícios físicos e introduzindo alimentos saudáveis nas minhas refeições que todo mundo que não faz isso tem que ser deixado de lado do meu convívio social. E não digo isso com relação a comida, até porque pra mim dieta é uma coisa, regime outra e eu não faço nenhum dos dois. Pelo contrário,  ainda vou escrever sobre isso, mas eu como tudo o que eu tenho vontade. Se eu estou em plena terça-feira, ao meio dia, com vontade de comer aquele delicioso bolo de chocolate, eu vou e como. Não sei se vou estar viva amanhã, não tem o porque de me privar das coisas gostosas da vida. É só que ao invés de fazer isso o dia inteiro, vou fazer apenas em alguns momentos do dia e não todos os sete dias da semana.

E isso vale para os exercícios também. Academia também vai ser assunto para uma postagem, mas quem me conhece sabe que não gosto de musculação, que só faço porque faz bem, digamos assim. Me sinto impaciente tendo uma série de exercícios pra fazer, puxando peso aqui, outro lá, empurra mais um tanto… Ufa, me cansa e entedia só de pensar. Mas eu coloquei a mim mesma que, se eu estiver aqui pela região, tenho a obrigação de ir, pelo menos, quatro vezes por semana lá na tortura, opa, academia.

Isso tudo é dedicação, esforço, mas não é porque eu estou fazendo isso que todo mundo que não faz é relaxado, preguiçoso, não tem vontade. Sabe aquelas pessoas que começaram academia, por exemplo, há um dia e já começam a soltar as “no pain, no gain”, “a escolha é você que faz”, “enquanto você está na balada eu estou fazendo o meu corpo” e essas coisas todas como se apenas isso fosse bom pra vida?

Cada um tem um estilo de vida que gosta e, principalmente, que consegue/pode ter. Descobri que ter uma vida mais saudável é caro, é trabalhoso, é cansativo e desgastante. Não é pra qualquer um. Tem que ter muita paciência pra acordar horas mais cedo pra organizar lanches para comer durante o dia e não correr o risco de trocar um sanduíche natural por uma coxinha prática de comprar. Tem que ver os benefícios de comprar um saquinho de um quilo de arroz integral por quase 10 reais, sendo que com esse valor dá pra comprar um branco de cinco quilos. Um suco natural é mais caro que um refrigerante de lata, assim como fritura é mais em conta que salgados assados. No meu caso, dinheiro conta, sim, na hora da escolha, inclusive da alimentação. Usar transporte alternativo também é complicado: tem que ter muito mais cuidado indo trabalhar de bicicleta, por exemplo, para não correr o risco de ser atropelado. Se estiver chovendo já fica complicado e a maioria dos carros não respeita.

É muita coisa envolvida quando se quer tentar levar uma vida mais saudável em qualquer aspecto. Admiro quem gosta de se exercitar com musculação, acho muito legal quem tem tempo para fazer esporte (e até tenho uma invejinha boa), adoraria fazer atividades ao ar livre, amaria ter muita grana para comprar somente coisas orgânicas. Gostaria de poder fazer yoga, ballet, volley, boxe, natação. Querer não é poder, já diria minha mãe. E ser o super chato saudável que quer converter todo mundo não é legal. Incentive e não critique porque as pessoas são iniciantes em alguma modalidade ou não querem inciar em nada, estão satisfeitas como estão. Pensar no futuro é bom, mas o futuro próximo é mais a nossa realidade. Pense nisso e não esqueça que aproveitar a vida também faz parte para uma boa saúde. Até a próxima!

Isabella Mayer

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