O cérebro e as músicas chicletes

Quem nunca passou o dia todo com uma música chata na cabeça? Se existe alguém, por favor me falem pois não conheço ninguém assim. Não importa o estilo, seja rock, funk, sertanejo ou pop, elas estão por aí, na cabeça de cada um de nós. Por horas e até mesmo dias, as pessoas passam o tempo cantando fragmentos dessas canções na esperança de que esqueçam, mas não, isso só piora.

Os tão conhecidos “hits do verão” geralmente participam bem disso, Lepo Lepo que o diga, até hoje, permanece nos pensamentos de muita gente. Neste ano, temos o “Parara Tim Bum” da paulista MC Tati Zaqui. Seja praia, cidade e até mesmo no campo, existe alguém cantando o refrão “Eu vou, eu vou, eu vou sentar agora eu vou. Parara tibum, parara tibum, eu vou, eu vou”, mas por que isso acontece tanto?

 

Estudos chamam isso de “earworm”, em português, larvas de ouvido. Uma metáfora para o parasitismo causado por essas canções. A melodia ativa o córtex auditivo que ao ouvir uma música conhecida preenche com o restante. Em outras palavras, seu cérebro continua “cantando” a música mesmo que você não esteja mais a ouvindo, dessa forma, a “praga” musical permanece nos seus pensamentos.

Como se fosse uma coceira, quanto mais a pessoa coça, mais vontade você tem, logo passa dias cantando a mesma música. Não é a toa que muitas vezes, estamos tomando banho e do nada, ela vem. Sentamos para comer e nos deparamos com alguma palavra que acaba nos lembrando aquele trecho e de repente lá estamos nós cantando a mesma música chata de novo. Algum barulho pode até lembrar a batida dela, confesso, deveria existir um controle para evitar que coisas assim acontecessem ou que algo bom ocupasse seu lugar.

Eduardo Demeterco

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