Para sempre Juliane Moore!

Entrei na sessão do meio da tarde em uma sala de cinema lotada. Desgostoso pela grande companhia (sim, prefiro os assentos vazios ao meu redor), mas ansioso para ver uma das minhas atrizes preferidas e que, finalmente, fora agraciada com o prêmio máximo da academia de cinema. Não me preocupava com o roteiro da película em si, só queria analisar a ruiva. E, meus caros, não me decepcionei.

Com bons coadjuvantes ao seu lado (Alec Baldwin como marido e Kristen Stewart como a filha problemática), a história se desenrola de forma clara desde a primeira cena (nisso o diretor acerta em cheio, pois sabe que o público já sabe da doença da protagonista) e coloca Moore se aprofundando cada vez mais no Mal de Parkinson em cada sequência, que a mostra em uma faceta nova, levando sua atuação em pontos máximos.

Chorar é praticamente obrigatório. É quase impossível ficar inerte ao definhamento da personagem e as dificuldades de sua própria família em conviver com esse cenário, sem nunca tratar a personagem como uma coitada, pelo ao contrário até o fim ela luta como pode contra a doença. Um esforço hercúleo que une ficção e vida real e levou Juliane Moore ao atingir seu ápice em sua longa carreira.

Por quase duas horas, Alis vai te dar aquele chute no estômago e aquela DR interna que todo filme dramático com personagens com problemas graves nos faz. A experiência é completamente válida e, antes que passe como um meteoro, curta Para Sempre Alice no cinema de sua escolha.

Nota do filme: 8

Jorge de Sousa

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