Avengers 2. O melhor “blockbuster” de 2015

Na fila do cinema tentei em vão chamar a atenção de uma garota. Esperava que o filme me recuperasse o ânimo. Depois de uma dolorosa topada no corrimão da sala, percebi que Avengers, A Era de Ultron, deveria valer muito a pena para uma tarde de insucessos como aquela estava sendo. Bom, posso dizer que depois de quase três horas, e diversas batatas fritas, me senti em um céu de brigadeiro. Na sequência, pequenos spoilers vão aparecer, mas prometo que serão leves, e não farão com que você que não viu o filme se desmotive.

O filme tem uma linha lógica interessante, já que explora lados pessoais dos seus personagens durante o filme inteiro, fugindo apenas da pancadaria explícita do primeiro filme. Isso mostrou que os atores do filme são excelentes e tem capacidade de humanizarem seus heróis. Essa tendência muda um panorama praticamente oficial dos anos 80 e 90, quando o “drama” era facilmente superado por “pastelão” (Batman nos anos 90, exceto os com Tim Burton, exemplifica isso).

Retornando desse devaneio, elogio agora o trabalho de Joss Whedon, diretor da saga, em conseguir linkar com precisão as histórias dos diversos outros filmes da Marvel, além de deixar diversas “pontas soltas” para novas películas. Por exemplo, que tal a aparição de Klau, inimigo máximo do Pantera Negra, herói que ganhará as telas em 2017. Outros fatos como as “saídas” de cena do Homem de Ferro, Thor e Hulk, indicam que seus atores possam estar na linha final de suas carreiras na série (exceção, talvez, de Mark Ruffalo como o gigante verde), tendo em suas películas nos próximos anos seu “adeus” da companhia. No caso de Ruffalo, algumas teorias da conspiração, o colunista que vos escreve esta entre eles, ele possa aparecer em Guardiões da Galáxia 2, visitando outros planetas e, para variar, quebrando ossos.

Alguns dos novos personagens incluídos na série têm muito potencial para serem carros chefes da Era Guerra Civil. Feiticeira Escarlate e Visão são exemplos disso (interpretados com precisão por Elizabeth Olsen e, pelo brilhante, Paul Bettany). Como a próxima fase promete muito mais morte, sangue e tragédia, a dificuldade de se colocar o talento nas cenas dramáticas, mesmo na fase mais cinza da história. Agora, se segura na cadeira e não se esqueça dessas palavras. O apogeu do filme é a vinda de Visão ao mundo. Grave essa cena eternamente em seu cerebelo!

Destaco também a importância de se ter um vilão interessante na trama. Afinal, alguém se lembra de quem era o antagonista do primeiro filme? Criaturas bizarras vindas de um buraco de minhoca e um míssil nuclear. Ou seja, fraqueza no roteiro da série. Por outro lado, James Spader, retornando ao mundo dos vivos, dá a Ultron toques de perversidade, misturada com certa inocência, que o faz um “malvado” muito interessante. Outro grifo do colunista. Preste atenção nas discussões entre Visão e Ultron, eles dirão muito do futuro da personalidade do androide preferido por bruxas.

Assim como Thanos (que venha logo batalhas com ele), me despeço de forma enigmática, deixando uma pergunta para vocês leitores. Homem Aranha como um Vingador, Hulk no espaço, Visão aparecendo de novo, morte de seus super-heróis ou mais spoilers malucos nos finais de filmes? O que você quer ver o mais rápido possível? Abraços e até o próximo filme.

Nota do filme: 8,5

Jorge de Sousa

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