Cadu Scheffer e as raízes curitibanas

O ator e comediante Cadu Scheffer já é bem conhecido no cenário curitibano, seja pelas suas atuações no grupo Tesão Piá ou com suas outras peças que faz ao longo do ano pela cidade. E agora além de tudo isso, o artista também estreou seu novo espetáculo solo de stand-up durante o Festival de Teatro de Curitiba.

Em uma entrevista exclusiva ao Conexão News, Cadu falou sobre o humor curitibano, sua carreira e planos para o futuro. Confira abaixo.

Cadu, você já participou de vários festivais aqui em Curitiba e também fez muitas peças ao longo do ano na cidade, como é para você estar aqui mais um ano?

Cadu: Todo ano é uma loucura, as vezes me pergunto ‘por que estou com 4 peças, sou um louco?’ Mas realmente é muito bom a energia do festival, ele mexe com as pessoas de Curitiba, todo mundo vai ao teatro e chega a novas experiências, aberto a rir, aberto a admirar um trabalho cultural seja de  Curitiba s ou seja de fora, então o Festival de Teatro é especial, eu me sinto muito bem de estar numa cidade que eu possa desenvolver minha arte, tenho só a agradecer.

Como foi estrear seu novo stand-up estando apenas você no palco e encarando a plateia com apenas um microfone e um banquinho?

Cadu: Foi muito difícil, eu estava nervoso, muito mesmo, e eu não tive tanto tempo para produção do show. A data saiu errada três vezes no guia oficial, eu tive que fazer uma divulgação muito extra para as pessoas saberem qual dia seria. Foi difícil, mas foi necessário, eu precisava fazer esse show solo, é uma realização pessoal. Eu já tinha feito shows solos em outras cidades, mas nunca em Curitiba, então foi a estreia desse show que como o vinho com o tempo ele vai ficar cada vez melhor.

Como você vê a comédia em Curitiba, como você classifica os humristas e o público curitibano?

Cadu: Acho a comédia em Curitiba muito bom, essa coisa do curitibano não rir, não participar é mentira, o curitibano ri bastante, principalmente dele mesmo. E isso é muito legal, é um povo que sabe das suas as pequenas coisas esquisitas que o curitibano faz e quando você fala isso o pessoal se identifica e ri bastante. Então fazer humor em Curitiba é muito bom, a cidade é um celeiro de humoristas e temos casa para fazer isso, teatros que são especialistas nisso. O fato é que temos vários humoristas despontando para o Brasil inteiro, então aqui criou-se a cultura da comédia, do stand-up, e isso é bom, pra mim é ótimo.

E como você o futuro do humor?

Cadu: O stand-up vai cada vez mais ficar profissional não vai morrer nunca, não vai embora e vai cada vez melhor. Com certeza o próprio mercado já vai dizimando pessoas que são aventureiros só e pessoas que tem interesse mesmo, estudam e querem fazer o melhor show para o público. Para o humor em Curitiba eu vejo só um futuro promissor, e se a economia do Brasil ajudar a comédia vai embora e se destacar cada vez mais. Porque se o país vai mal a primeira coisa que as pessoas cortam é o entretenimento, então Dilma por favor faça alguma coisa pelo Brasil!

Você acha que hoje o público em geral gosta mais do stand-up ou o humor clássico com personagens ainda prende as pessoas?

Cadu: Prende bastante sim, eu faço um personagem no “Tesão Piá” que as pessoas adoram e é bem carismático. Eu posso falar que quando eu fazia show em Porto Alegre junto com o Fagner Zadra, que chamava “Te liga Magrão” e lá em POA era muito legal, porque o stand-up não funcionava muito, mas os personagens funcionavam demais. Tanto que temos muitos personagens de sucesso como o “Guri de Uruguaiana”, e vários atores que fazem personagens lá e da muito certo. E aí eu percebi que lá era diferente, aqui em Curitiba era mais stand-up e menos personagens, mas aqui também rola personagem e as pessoas recebem muito bem.

Falando um pouco sobre sua carreira, o que te inspira para estar nos palcos?

Cadu: A Jéssica, minha esposa, eu fico olhando ela, e sempre que eu olho pra ela me da muita motivação, eu posso falar que se não fosse por essa mulher que me apoia sempre eu acho que eu não estaria aqui hoje. Essa mulher é sensacional, porque todo mundo tem os seus dias de altos e baixos, um dia se sente uma porcaria e tem dias que você e acha muito bom. Mas naqueles dias depressivos ela está lá, e como diz o ditado: “por traz de um homem sempre tem uma grande mulher” . Então, a gente precisa de pessoas para nos apoiarem, sao essas pessoas que dao nosso alicerce.

Planos para o futuro?

Cadu: Meus planos para o futuro são focar no meu espetáculo solo, continuar os trabalhos no “Tesão Piá”, e  ainda o “Garagem do Rock 2” que estamos preparando e já temos muito material, é só por no papel e estrear, mas  antes, se Deus quiser, vamos levar o “Garagem do  Rock” para viajar o Brasil afora.

Guilherme Dias

 

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