Nos pênaltis, Chile supera a Argentina e vence a Copa América

Perante mais de 45 mil torcedores que marcaram presença e deram um verdadeiro show a parte no Estádio Nacional, Chile e Argentina fazem uma final morna, sem sair do zero no tempo normal e na prorrogação. A decisão então foi para os pênaltis e as estrelas de Claudio Bravo e Alexis Sánchez brilharam para dar ao Chile o seu primeiro título de Copa América da história. A foto é do globoesporte.com.

Preocupado com o forte tridente ofensivo argentino formado por Messi, Di María e Agüero, o técnico Jorge Sampaoli armou um esquema diferente, com uma linha de quatro defensores e três volantes para tentar neutralizar o perigo que é o ataque alviceleste. E deu certo. A grande estrela da Argentina, Lionel Messi, que foi marcado pelo “pitbull” Gary Medel, quase nem viu a cor da bola, enquanto Di María deixou a partida aos 28 minutos da primeira etapa lesionado e Agüero sequer ofereceu perigo ao gol de Claudio Bravo. O primeiro tempo foi totalmente do Chile. A La Roja manteve 70% de bola contra apenas 30% da Argentina, o que é raro para o futebol de forte triangulação da equipe de Tatá Martino.

E não foi só a posse. As melhores chances do primeiro tempo foram por parte da seleção chilena. Aos 10 minutos, a que talvez tenha sido a melhor delas. Após passe de Valdivia, o atacante Alexis Sánchez correu pela direita e cruzou na área. No rebote da defesa, Vidal aproveitou e emendou um voleio, forçando o goleiro Romero a fazer uma grande defesa e salvar os hermanos.

A Argentina reagiu somente aos 20 minutos, após cobrança de falta de Messi na cabeça de Otamendi, que desviou para o gol e obrigou Bravo a fazer bela defesa. No minuto seguinte, a resposta chilena com Eduardo Vargas, que recebeu um cruzamento nas costas do lateral Rojo e chutou por cima da meta.

O Chile voltou para o segundo tempo exercendo sua pressão já no início, após falha individual de Otamendi, que Sánchez aproveitou para cruzar na área e Vidal, de cabeça, mandar nas mãos de Romero. Apática, a Argentina se mantinha apenas assistindo o Chile controlar o jogo. A posse de bola era toda da La Roja, que manteve o controle com 62% no segundo tempo. A melhor chance do Chile na etapa final e talvez em toda a partida foi aos 37 minutos, quando Aránguiz lançou Alexis Sánchez, que pegou de primeira. A bola passou raspando a trave do goleiro Romero, arrancando os gritos de “uhh” da torcida.

A Argentina teve em suas mãos, ou melhor, em seus pés, a chance de conquistar o título no último segundo de jogo. Aos 47 minutos, após encaixar um contra-ataque e pegar a defesa do Chile totalmente desarrumada, Messi lançou Lavezzi, que tentou o passe para Higuaín, que dentro da pequena área e sem ângulo, mandou para fora. Com a partida empatada, a decisão ficou para a prorrogação.

As melhores chances durante os trinta minutos adicionais foram por parte do Chile. No primeiro tempo, Díaz e Sánchez levaram perigo à meta argentina. Nos quinze minutos finais, a chance foi desperdiçada por Aránguiz, que arriscou de fora da área por cima do gol de Romero. O empate persistiu e a decisão foi para os pênaltis.

Pelo lado do Chile, Matías Fernández, Vidal e Aránguiz converteram as três primeiras cobranças. Estrela do time, Lionel Messi cobrou bem o primeiro pênalti, sem chances para o goleiro. Mas Higuaín quis reforçar sua candidatura a vilão do jogo e isolou. Na terceira cobrança, Banega cobrou no canto direito e Bravo foi buscar. Coube então a Sánchez a responsabilidade de cobrar o pênalti do título. E ele deu conta do recado. Com muita frieza e categoria, cobrou de cavadinha e deu ao Chile o primeiro título da Copa América na história.

Guilherme Coimbra

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