A solidão e o Mundo Líquido

Quando saio às ruas não deixo de observar o comportamento das pessoas e tento me identificar com alguma delas em cada ação, percebo o ser humano cada vez mais só.

Vivemos uma globalização, nos dias atuais com suas consequências positivas e negativas, no entanto, são inevitáveis.

A contemporaneidade nos obriga a vivermos conectados com o mundo virtual globalizado o tempo inteiro e na medida em que a comunicação se torna facilitada, sentimo-nos mais individuais e fechados neste mundo que em primeiro plano nos torna mais solitários, criando uma crise também nas relações sociais. É mais fácil nos conectar do que desconectarmos para vivermos o mundo real aqui e agora, não tão prático, manual.

Zygmunt Bauman nos blinda com o conceito e a ideia do Mundo Liquido consequência da pós- modernidade e globalização tecnológica em que a informação e o conhecimento mudam a cada minuto, velozmente, flui, mas passa , seja na área do conhecimento, relacionamento, social ou política.
Essa fluidez é a própria liquides, no conceito de que tudo passa muito rápido, velozmente. Neste Mundo Liquido perdem-se valores.

Os jovens vivem e absorvem este mundo, sem nenhum problema, diferente dos adultos de gerações mais velhas que observam todo o seu conhecimento adquirido sendo esquecido e obrigando-os a uma nova postura e adequação a esta modernidade, para que não se sintam obsoletos diante de um mundo com conceitos tão mudados. .

Sentimos já está solidão, coletiva, cada um vivendo fechado em si, andando pelas ruas com o olhar direto na tela de seu celular, com os ouvidos tapados com seu fone de ouvindos e suas músicas preferidas.

O conceito do Sociólogo Zygmunt Bauman, sobre o Mundo Líquido é amplo e complexo, trago aqui apenas um ensaio pessoal, uma impressão, fundada e baseada em minha vivência nesta modernidade globalizada, como ser atuante.

Para nós das gerações mais velhas, o momento exige uma mudança de comportamento, um alcance de ideias para que possamos nos sentir “antenados” e ” por dentro” das novas formas de comunicação para não nos sentirmos fora dele. Transformações que segundo ele geram incertezas.
Mas até onde nosso conhecimento nos valerá? E até onde todos viverão em harmonia diante desta globalização que chega na mesma velocidade para todos nós ?

Maria Lourdes da Silva

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