A calmaria das águas do rio Mississipi – Conexão News

A calmaria das águas do rio Mississipi

Estava chovendo à tarde, vi águas pela calçada, molhei os pés, mas não me incomodei, continuei meu ainda longo caminho até a faculdade. Os dias parecem passar rápido demais, mas acho que neste momento de distração e contemplação é que temos esta falsa impressão.

Quando vejo águas correrem livremente em movimento poético, vem em minha mente a lembrança do famoso e amado rio Mississipi. Não sei explicar a magia que me domina e encanta sobre a história deste rio.

O local ganhou este nome dos índios americanos, que significa “pai das águas”, e é o rio mais extenso dos Estados Unidos. Já percebi a sua presença em diversas obras do escritor Mark Twain e foi através dele que o rio ficou conhecido e ganhou lugar nas tradições dos Estados Unidos. O rio nasce no lago Itasca, no norte do estado de Minnesota e corre para o sul, perto de Saint Louis, no estado de Missouri, e então é que o lamacento rio Missouri se junta ao Mississipi. Mais além, em Cairo, no estado de Illinois, o Mississipi também se encontra com o caudaloso rio Ohio. Ele avança no golfo do México perto de New Orleans, no estado da Luisiana.

O rio Mississipi já foi tema de grandes romances, inspirou grandes poetas, virou tema de canções e melodias, e teve uma grande importância nas lutas contra o racismo e o escravismo. Ele é o segundo mais extenso rio dos Estados Unidos e só perde para o Rio Missouri. Tornou-se um ícone com suas embarcações conhecidas como vapor de rodas os “paddle-steamers”.

Sua ponte, Memphis, ao encontrar-se com o pôr do sol, forma um lindo cartão postal, talvez por isto, seja o preferido do escritor Mark Twain. Em 2005, o local foi palco de uma tragédia causada pelo furacão “Katrina” e exibiu a força de suas águas, mostrando a fragilidade do abismo social da nação mais poderosa e rica do mundo.

Eu aqui do outro lado do mundo às vezes penso nele, principalmente quando chove, vejo as águas correndo, indo para algum lugar, imagino que todas as águas do mundo deságuam por lá, claro que esta imaginação é poética. A magia que este rio exerce sobre mim começou durante minha adolescência, quando nos bailes de “flash back” ouvia a canção bem anterior a este tempo, do grupo Pussycat, com a melodia gritando pelas cordas de sua guitarra Honky-Tonk, fazendo um convite para navegar sobre suas águas. Até hoje sou apaixonada por este rio, o velho Mississipi, que sempre nos convida a sonhar. E simplesmente é isto que faço, viajo pelas suas águas sonhando os sonhos de ontem.

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