Ensaios sobre o Amor

Ah, e como será tentar explicar o amor? Muitas vezes, indefinido e incompreendido, às vezes quase irreconhecível. Será mesmo que um assunto tão complexo poderia se compreendido em poucas palavras? Alguns acham – se ser inatingível. Como nosso querido escritor dramaturgo Willian Shakespeare, citou: – “O amor é um jogo do destino!”

Pode alguém julgar conseguir não ser violado por ele? Precisa de fato, fugir deste perigo iminente que nos prende ás forças irracional?  Mesmo contra indicado queremos experimentá-lo, sentir o seu gosto, mesmo que desenfreado, orgânico, louco, mas pleno. O amor pode ser demonstrado de várias formas e nos mais simples gestos, mas apenas naqueles dispostos para reconhecê-lo em si próprios talvez sejam capazes de enxergar a plenitude do desconhecido, pulsante, mas desejado, sentimento, mais belo entre todas as virtudes, porque as completa.

Na Literatura temos sonetos, poesias, letras musicais e uma quantidade variável para definirmos a elipse do amor. Especialistas, Filósofos, Teólogos e Cientistas tentam chegar a uma definição razoável para explicá-lo e já conseguiram denominações para cada tipo de amor e segundo a abordagem, todos estão em consenso de quê em doses terapêuticas, ele só faz bem, tanto para a alma, como para a mente.

Durante os séculos estabeleceram que o amor é algo inatingível, “coisa” dos sonhadores e dos  poetas e que só poderia ser abordado em forma dramática, como os textos e sonetos de William Shakespeare, que ganharam notoriedade quando encenados em peças teatrais. Lembrando que apesar disto, Shakespeare, é um antagônico no que diz respeito aos sentimentos de amor citados em suas obras. Implicitamente ele revela uma dura crítica, demonstrando que a irracionalidade ao amar nos torna cegos, surge ai então, o drama, perde-se a razão. Já os Psicanalistas e especialistas estudam e procuram entender o que leva as pessoas a perderem a própria identidade, chegando a morte, escondendo a face obscura de um sentimento possessivo, um transtorno sentimental em que alguns apaixonados ainda  insistem em dizer  que pelo “amor” seriam capazes de matar ou morrer.

Derrubando toda a teoria, estamos aqui, sujeitos ao amor, em exercício diário, reféns por conveniência. E, Shakespeare, nosso dramaturgo mais famoso, ainda nos alerta: – “O que mais é o Amor? A mais discreta das loucuras, fel que sufoca, doçura que preserva”.

Enquanto for possível sonhar, vamos sonhar, já que não é palpável, mas ainda se encontra além da realidade.

Maria de Lourdes

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