É só o aqui e o agora – Conexão News

É só o aqui e o agora

ISA

Como diria Cássia Eller, “o pra sempre sempre acaba”. Ok, essa é uma forma um tanto quanto impactante para se iniciar uma coluna que aborda saúde e bem-estar, mas já parou para pensar no quanto de verdade tem essa frase dessa cantora maravilhosa? A saúde não é para sempre, o seu bem-estar físico e emocional também não e muito menos a sua vida. É cruel, mas é a realidade. O tempo é um só e é o aqui e o agora.

Sentimentos podem durar décadas, vidas e milênios, mas também não são para sempre. O “felizes para sempre” das princesas também vão acabar um dia. Nada é eterno. Nem aquele bolo de chocolate maravilhoso feito com tanto carinho pela sua avó e muito menos a pilha do relógio que guia o seu tempo urbano.

Estou introduzindo isso para deixar bem claro que determinados sacrifícios não valem a pena. Me deparo com pessoas em meu círculo de convivência que não estão felizes, buscam a felicidade e não encontram. Por quê? Porque elas querem se basear em outras pessoas para procurar essa felicidade.

Felicidade é imaterial, é intraduzível, é única. Ela acaba, começa de novo, finaliza mais uma vez, volta. Cada um encontra sua felicidade em alguma ação, então não tente copiar a ação alheia para encontrar a sua felicidade porque ela pode estar há quilômetros de distância daquilo. Seja você. Use das experiências alheias para trilhar o seu caminho, mas não para fazê-lo igual ao de terceiros. A felicidade te proporciona bem-estar, mas tentar ser quem você é não vai te fazer bem em nenhum aspecto.

Viver é algo bem complexo, ainda mais nos dias de hoje. A sociedade te cobra estar bem consigo mesmo, estar com uma aparência impecável, ter um bom emprego, ter uma boa renda, exige seu contato com todo o mundo, te obriga a seguir padrões, estar por dentro de todos os debates, te leva a concordar com algo que vai contra o que você realmente pensa. De que adianta seguir isso tudo se esses elementos não vão estar contigo quando você não mais estiver neste plano?

A gente nunca sabe o dia de amanhã. Na verdade, agora neste momento, estamos vivos e lendo este texto, mas daqui há 5 minutos alguém pode nos abordar, tentar nos assaltar e nos tirar a vida. E aí, o que valeu desse mundo? É filosófico parar para pensar no que você vai “deixar” para o mundo, mas é algo que eu parei para fazer ontem e descobri que nem toda a felicidade da galáxia pode me fazer tão bem quanto eu poder deixar um legado de aprendizado para outras pessoas. Se um dia tudo o que você tiver acabar, for destruído, for levado, a única coisa que vai lhe restar é o que você carrega dentro de si e o seu conhecimento.

Esta coluna está bem reflexiva, mas acredito que seja devido ao fato de eu ter tido um exercício de refletir sobre quem eu quero ser e onde quero estar daqui 1, 3, 7 e 15 anos. Não consigo nem planejar o que vou jantar hoje, quanto mais o que farei daqui há mais de uma década. É muito complicado pensar nisso. Hoje posso estar como estagiária e amanhã não mais. Hoje posso ter alguns freelas acertados e daqui há 6 meses não pegar mais nada. Entendem como é difícil essa tal de vida?

Que cada um possa ser o seu próprio eu sem querer seguir a vida alheia como uma ambição, mas, sim, como uma inspiração. Que se tivermos vontade de dizer um “eu te amo” pra pessoa amada, nós vamos dizer naquele momento para ter certeza de que ele vai ser dito. É o  velho ditado “não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje”, afinal, o amanhã pode nem chegar. Mas eu realmente espero que os sonhos nunca se acabem, que o conhecimento aumente e a felicidade seja infinita.

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