Em prévia dos Jogos Olímpicos, Rio Open tem grande contraste nas chaves

O Rio de Janeiro está em véspera de receber os Jogos Olímpicos. Diversos eventos testes estão sendo feitos nos últimos meses na cidade, mas a partir dessa segunda-feira (15), o clima amistoso ficará para trás. O Rio Open colocará diversos nomes importantes é do tênis mundial, que certamente estarão em Julho no Brasil. Mas, embora a chave masculina tenha importantes atletas, no lado feminino são poucas as atletas de referência, fator que decai o nível do torneio, mas permite um bom panorama para as tenistas brasileiras.

O espanhol David Ferrer tentará manter a coroa do torneio. Mas, não serão poucos os adversários de peso nesse caminho. Como por exemplo, seu compatriota, Rafael Nadal, que mesmo perdendo a final de Buenos Aires no último fim de semana, ainda apresenta um tênis muito perigoso no saibro. O francês Jo Wilfried Tsonga e o norte-americano John Isner vem pela primeira vez à disputa, mas brigam pela taça com seus potentes saques como arma principal. Quem também irá estrear na competição sera o austríaco, Dominic Thiem, algoz de Nadal na capital argentina no último domingo. Outros velhos conhecidos como Fábio Fognini e Nicolas Almagro também chegam credenciados para brigar pelo título.

Os brasileiros têm caminhos complicados em seus quadrantes. Thomaz Bellucci terá uma estreia muito dura contra o ucraniano Alexandr Dolgopolov, que venceu Thomaz nesse ano no ATP de Sydney, sem menores dificuldades. Bellucci espera que o jogo no saibro e a moral conquistada pelo vice-campeonato em Quito há duas semanas façam o resultado ser diferente. Caso avance no torneio, um confronto contra Nadal, mas quartas de final é provável. Já João Souza, o popular Feijão, terá uma estreia mais tranquila, contra o argentino Diego Schwatzman, que não possui um grande serviço, apostando no jogo de fundo de quadra como arma. Caso avance, Dominic Thiem aparece em seu caminho. Por último, Thiago Monteiro, que ainda não entendeu como ganhou o convite para entrar na chave principal, encara Tsonga. Chance para Monteiro aparecer em rede nacional e, quem sabe, ganhar moral para sua temporada.

Chave Feminina

Para alegria de Teliana Pereira e tristeza dos organizadores a chave feminina do Rio Open é bem fraca. E desistência da canadense  Eugenie Bouchard só ajudou a naufragar o nível técnico do torneio. Nem ao menos a campeã do ano passado, a italiana Sara Errani, virá ao Rio de Janeiro. Mas, das que vieram, além de Teliana, destaque para a sueca Johanna Larsson, a montenegrina Panka Kovinic e a norte-americana Christina McHale.  Sobre o caminho das brasileiras, Pereira inicia sua jornada contra a croata Petra Martic, número 162 do mundo. Já Gabriela Ce encara a romena, Ana Bogdan, enquanto Bia Haddad Maia vai medir forças contra a veterana Sorana Cirstea, que já chegou a ser Top 30 do ranking da WTA. Quem também está na chave principal é Paula Gonçalves, que sobreviveu ao qualificatório e tenta atingir a segunda rodada se passar pela israelense Julia Glushko.

Duplas

E por falar em Jogos Olímpicos, Marcelo Melo e Bruno Soares já estão no ritmo de competição e irão atuar juntos no Rio de Janeiro, deixando seus parceiros Ivan Dodig e Jamie Murray, respectivamente, de lado ao menos nessa semana. Seus principais adversários no torneio são os colombianos  Juan Sebastian Cabal e Robert Farah. As parcerias entre o italiano Fabio Fognini e o uruguaio Pablo Cuevas, além dos norte-americanos Nicholas Monroe e Jack Sock também merecem destaque. Além de Melo e Soares, outras quatro duplas contém brasileiros em seus integrantes. Thomaz Bellucci e Marcelo Demoliner, Máximo González (argentino) e André Sá, João Souza e Rogério Dutra Silva e por último Fabiano de Paula e Orlando Luz.

O Rio Open tem suas finais marcadas para o próximo domingo (21) e os jogos durante a semana começam às 14 horas, horário de Brasília.

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