Vagas definidas, que comecem os testes

CASSIO BIDA

Quem gosta de Fórmula 1 está alvoroçado. Segunda-feira as equipes começam a dar as caras e as pistas do que vai surgir em 2016.

O circuito da Catalunha será o cenário da primeira bateria de testes da categoria visando a temporada mais longa da história.

Onze equipes e 22 pilotos já definidos. A última a cravar os nomes para a próxima temporada foi a Manor, agora reforçada com os motores Mercedes.

E para a temporada de novidades, dois novatos. Pascal Wehrlein, alemão, piloto de testes da Mercedes em 2015. Boa passagem por categorias de base e endurance. Um nome para desenvolver o carro e ajudar a Manor a sonhar com dias melhores.

Ao que tudo indica, a contratação de Wehrlein reforça a tese que a Manor funcionará como uma espécie de “Mercedes B”, assim como a estreante Haas será apoiada de forma maciça pela Ferrari.

Já o outro nome é, no mínimo, exótico. Rio Haryanto. Indonésio, o primeiro na história da Fórmula 1. Virá, a exemplo de tantos outros, com milhões de dólares para pagar a brincadeira.

É fato: há tempos a Fórmula 1 é um recanto de pilotos pagantes. Sempre pinta um a cada ano. E o resultado nem sempre é dos melhores.

Os asiáticos sempre aprontam surpresas. Para o bem, para o mal ou simplesmente para divertir o publico. Resta saber se Haryanto será lembrado com a ousadia de Takuma Sato (pra mim um dos melhores japoneses que pilotou na F1), do jeito atrapalhado como Nakajima (pai e filho) e Katayama, ou como alguém incapaz de pilotar como o inexpressivo Yuji Ide (durou só três provas na falecida Super Aguri).

Dos testes em si, como não houve nenhuma mudança lá muito significativa no regulamento, não há muita expectativa de alteração de forças.

Em outros tempos, estes mesmos testes aprontaram algumas pegadinhas no público. Quem não se lembra de Rubens Barrichello sendo o mais rápido em 2011? Pois é. Naquele ano, a Williams cravou uma de suas piores temporadas na história.

Houve surpresas para o bem também. Caso da Brawn GP. Em sua única temporada, a equipe, que deu origem à Mercedes, foi campeã de construtores e consagrou Jenson Button com seu único título mundial de pilotos em 2009.

Não espero por algo imprevisível. Afinal, o objetivo principal desta primeira bateria é acumular quilometragem para ajudar no desenvolvimento dos carros.

Vai ser interessante ver do que a Haas é capaz, se a Manor vai apresentar melhoras e se a McLaren, afinal, vai retomar seu caminho de glórias ou passará por mais um ano crítico.

Nesta semana, de segunda à quinta-feira, vão surgir as primeiras pistas. Outra sessão de testes está marcada entre os dias 1 e 4 de março, também na Catalunha. Mas o pega pra valer começa mesmo a partir de 20 de março na Austrália.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *