20 anos sem andar na Brasília amarela

GUI DIAS

Ontem, 02/03, foi um dia muito triste para muitos fãs brasileiros. Há exatos 20 anos, os incríveis Mamonas Assassinas, se foram em um trágico acidente de avião. Um sucesso que da mesma forma que surgiu, foi embora tão rápido. Os Mamonas causaram uma euforia que jamais será esquecida, e ao mesmo tempo, jamais alguém será capaz de superá-la.

Integrantes vestidos de pantufas e roupões, roupas as quais eram, e ainda são consideradas inapropriadas para se andar na rua. Era exatamente assim que se apresentavam. Além do estilo, músicas que fugiam do senso comum, com palavrões, e termos que o “politicamente correto” não atura mais hoje em dia. E o estilo musical? Podemos dizer que os mamonas tocavam uma espécie Rock, Punk,  Pop, Brega, Forró, Sertanejo,Pagode e porque não, Heavy Metal. Os Mamonas inovaram em tudo, até mesmo em seus discursos políticos.

Muitos acreditam em teorias da conspiração, pois o famoso discurso do tecladista Julio Rasec  antes de subir no avião de que “havia sonhado que o avião tinha caído”, porém, uma vez ouvi de um amigo que a banda veio para fazer o que tinha que fazer, cumpriu sua missão, e saiu para continuar fazendo sucesso em nossas mentes.

A banda que surgiu no início dos anos 90, durou pouco mais de sete meses – de 23 de junho de 1995, até 2 de março de 1996 – e com apenas um único álbum de estúdio, alcançaram o que antes poderia ser considerado impossível, mais de 3 milhões de cópias vendidas, e a premiação de um disco de diamante. Os músicos deixaram um legado que jamais será apagado, afinal, que atire a pedra quem nunca viu uma Brasília amarela na rua e não saiu cantando “Pelados em Santos”, ou então que nunca pegou um microfone de karaokê e cantou “Robocop Gay”.

Dinho, Bento, Júlio Rasec, Samuel e Sérgio Reoli, aonde estiverem, se eu pudesse ter a chance de encontrá-los, eu diria “MUITO OBRIGADO”. Obrigado por deixarem as portas da Brasília amarela sempre abertas, por nos fazerem ver que o mundo é muito mais do que uma caixinha, que você “pode ser gótico, punk, ou skinhead”, mas que é possível sim, realizar os nossos sonhos, é possível sim, sair do meio de uma plateia e estar em um grande palco. O impossível não existe!

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