Cruyff se foi, mas seu gene se eternizou no DNA do futebol

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E o gigante adormeceu. O homem que revolucionou e encantou o planeta, marcando gerações com sua disciplina tática, eficiência e jogadas geniais, enfim partiu para o descanso eterno. Polivalente e letal, o craque da camisa 14 deixava os pés em segundo plano. Sua principal arma dentro e fora das quatro linhas sempre foi seu cérebro.

Colecionou histórias, conquistas, prêmios e, acima de tudo, reconhecimento por ser quem foi. Passou longe de ser o maior artilheiro da história da seleção holandesa. Com 33 gols em 48 jogos, Cruyff foi apenas o sétimo maior goleador da Laranja Mecânica. Mas a Holanda carrega esse apelido graças a ele. A seleção nunca foi tão temida quando o camisa 14 não estava em campo. Bateu na trave em 74, correto. Mas a participação da Laranja na Copa encheu os olhos do planeta. Cruyff, por sua vez, fez escola.

Era um jogador diferenciado. Poderíamos dizer que os times que o tiveram, contaram um treinador correndo dentro das quatro linhas, feito jogador comum. Mas chama-lo de comum chega a ser um absurdo. Do Ajax ao Barcelona, Cuyff foi diferenciado. Ousadia era seu segundo nome, antecedendo genialidade, classe, entre tantos outros adjetivos que definiram esse monstro sagrado do futebol. Johan era moderno muito antes do próprio futebol se modernizar.

Pelo seu clube na Holanda, o Ajax, conquistou a Europa três vezes, fazendo parte da melhor geração da história dos Godenzonens – ou “Filhos dos Deuses”, como preferir. O apelido do clube, por sinal, condizia muito com que Cruyff foi.

No Barcelona, onde foi adotado e viveu até seus últimos segundos, o camisa 14 não fez grande história como jogador. E não foi preciso. Apenas quatro anos depois do fim de sua carreira como atleta, voltou para a Catalunha para cravar seu nome no hall de um dos maiores clubes de futebol do mundo. Existiram dois períodos na história dos Culés: o antes e o depois de Cruyff.

Seus frutos no Barça estão sendo colhidos até hoje. Introduziu padrão de jogo que foi adotado até para as categorias de formação do clube. Levou o Barcelona ao topo do mundo, conquistando quatro vezes seguidas a liga, vencendo a Copa do Rei, Supercopa da Espanha, Supercopa Europeia e dando aos catalães sua primeira Liga dos Campeões da história, em 1991-92.

Foi um mito da cabeça aos pés, dentro e fora das quatro linhas. O legado de Cruyff permanece e sempre permanecerá vivo dentro do futebol, enquanto ele ainda respirar. O DNA do esporte carrega seu gene e assim permanecerá para todo o sempre, pois craques como Johan Cruyff nunca morrem, apenas se eternizam. Vá com Deus e muito obrigado.

 

Imagem: Reprodução / Internet

Um comentário em “Cruyff se foi, mas seu gene se eternizou no DNA do futebol

  • 29 de março de 2016 em 11:57
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    Provavelmente o autor não era nem nascido nessa época, mas descreveu como poucos a era desse lendário jogador….Grande Guilherme Coimbra!!!,!

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