Gold Coast abre as cortinas para mais um ano de show de surfe

Parece que foi ontem e o coração chega a bater mais forte ao lembrar. Poucos meses nos separam da inédita final em Pipeline, no Havaí. Dois brasileiros, um título inédito e também o bicampeonato mundial brasileiro de surf. O tempo passou e depois de um longo, interminável e cansativo período de férias, finalmente, o mundial de surfe vai voltar.

A primeira etapa da temporada do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour inicia-se nesta quarta feira, com a primeira chamada prevista para 18h30 (de Brasília). A expectativa é de que o brasileiro Filipe Toledo possa defender o seu título da etapa logo no primeiro de da janela. O Quiksilver Pro Gold Coast será realizado entre os dias 10 e 21 na praia de Snapper Rocks, na Austrália.

A Braziliam Storm, como foi apelidada pelos gringos, contará com 10 integrantes nesse ano, e o objetivo não é nada menos que igualar os feitos de Gabriel Medina em 2014 e Adriano de Souza em 2015. Caio Ibelli, Alex Ribeiro e Alejo Muniz são as novidades brasileiras no tour. O time completo conta ainda com o Italo Ferreira, Wigggolly Dantas, Jadson André e Miguel Pupo.
Alguns desfalques foram confirmados para o QuikPro, entre eles está o brasileiro Alejo Muniz ainda se recupera de uma lesão no joelho esquerdo. O australiano Owen Wright fica de fora por conta de uma concussão cerebral sofrida durante os treinos para a última etapa do ano passado em Pipeline. Seu compatriota, Bede Durbidge se recupera de uma lesão do quadril ocasionada por um queda durante o Pipeline Masters. Os atletas que vão substituir essas baixas são os aussies Wade Charmichael, vencedor dos trials e Mikey Wright.

Vai ser dada a largada e mais do que nunca os brasileiros tem tudo para dar show mais uma vez. Começamos o ano em um busca de dois tricampeonatos, o primeiro deles o da etapa que foi conquistado por Gabriel Medina em 2014 e Felipe Toledo em 2015. Temos condições reais ainda de um tricampeonato mundial. Adriano de Souza, o atual campeão sabe muito bem o que precisa fazer para levar o caneco para casa no final do ano. Gabriel Medina que em 2015, teve um começo conturbado, mostrou que estando focado é difícil tirar esse título dele, ainda mais com o sangue nos olhos que vem após chegar tão perto do bicampeonato. Filipe Toledo é diferenciado, em ondas pequenas é quase imbatível, no final do não mostrou que é capaz de evoluir e surfar bem ondas grandes como Pipeline. Tantos outros surfistas de qualidade buscando o mesmo objetivo, a briga vai ser boa. A verdade que é melhor nós nos ajeitarmos, porque o show, vai começar.

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