Sorrisos e sentimentos

DANI

Quem nunca? Quem nunca parou para pensar na vida antes de dormir e ficou com aquele sorriso bobo. Aquele clássico de quem sente o coração bater mais forte quando está com alguém, aquele sorriso que evidência para todos que o amor está no ar.

Talvez o sorriso seja o principal delator da sua felicidade, da paixão evidente em sua vida. O sorriso é um termômetro, assim como o beijo. Nada como um beijo seguido de um sorriso de ambas as partes, ao mesmo passo que os olhos se abrem e juntos ficam tímidos. Quer mais amor que isso? Alugue algum filme romântico.

Eu sempre fui apaixonado por cinema, os romances clássicos. “Sempre teremos Paris”, quase impossível não se emocionar nesta cena épica de Casablanca. Mas a vida por vezes imita a arte, talvez aquele roteiro de cinema perfeito para ganhar um Oscar seja o da sua vida, seja seu romance. Vejo histórias de amigos que ganhariam a tela do cinema e fariam sucesso, e me perguntava se um dia eu teria o meu próprio filme solo.

Eis que então, como naquelas cenas em que um casal se apaixona, meu olhar cruzou com o dela, mesmo que tenha sido através das telas de um celular. Mundo moderno meus amigos, e não, não era o Tinder, que fique claro.
Amigos em comum, prato perfeito para se conhecer facilmente, para encontros serem normais, para nascer algo a mais,certo? Errado. Por vezes o destino não quis que nos colocar frente a frente.

Mas um dia tinha que acontecer, tinha que nascer algo além das telas de um aparelho em nossas mãos e conversas por um aplicativo.

Esse roteiro meio cibernético de uma paixão é cada vez mais comum nos dias atuais. Eu e ela continuamos conectados, graças ao aplicativo que nos junta dia após dia, que mata a saudade, diminui a distância, encurta as dificuldades.

Claro que o olho a olho é muito melhor. Nada como seu abraço, seu sorriso, seu carinho, sua risada. Nada como sentir o coração bater mais forte, fazer o sorriso surgir. Nada como olhar para o quarto escuro, pensar nela, sorrir feito bobo, dar um suspiro clássico, fechar os olhos como se fecham as cortinas de um espetáculo, dormir e esperar amanhecer para que o roteiro, não de um filme, mas de um relacionamento, continue sendo escrito a quatro mãos, pelos atores principais e com os coadjuvantes perfeitos para uma história de amor.

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