Bom Senso F.C é tema de discussão em universidade de Curitiba

jorge

Na noite dessa sexta-feira (1), a UniBrasil sediou uma mesa de debates sobre o Bom Senso F.C, movimento de atletas criado em 2013 para reivindicar melhores condições trabalhistas para a profissão e mudanças na estrutura do futebol nacional. O destaque da noite foi a presença de Alex, um dos líderes da entidade e conhecido também pela carreira como futebolista em clubes como Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro e Seleção Brasileira. Os jornalistas Serginho Prestes, Nadja Mauad, Helen Anacleto, além dos educadores físicos, Christian Korgut e Maurício Delattre.

O Bom Senso F.C surgiu em 2013, mais precisamente no dia 30 de setembro, aqui mesmo em Curitiba, após uma partida entre o Coritiba e o Internacional, quando atletas de ambas as equipes discutiram sobre a sequência desgastante de jogos (a equipe gaúcha havia feito 6 jogos em 12 dias) e outros problemas do futebol brasileiro. Ao observar essa cena, o zagueiro Paulo André (que atualmente atua pelo Atlético Paranaense) teve a ideia de criar um movimento de atletas para discutir em âmbito nacional suas pautas para a melhoria do desporto.

“Nós realmente tínhamos que ter mostrado logo de início nossa mensagem e o conseguimos. Não concordo com a ideia de que caímos no ostracismo no ano passado, até porque realizamos um trabalho forte nos bastidores em prol do esporte, tivemos que lidar com retaliações de clubes à alguns de nossos integrantes, mas seguimos firme com nossas propostas e pretendemos lançar uma chapa na próxima eleição para a CBF em 2018”, afirmou Alex, que também destacou a importância da atual movimentação dos clubes em procurarem se unir e formar ligas independentes das federações estaduais.

O papel da imprensa no atual cenário do futebol no Brasil também foi discutido. Segundo a jornalista da RPC TV, Nadja Mauad, a ausência de nomes de referência nos clubes, prejudica não só as equipes, mas também o interesse do público no esporte. “Hoje o torcedor está se afastando cada vez mais do futebol, devido ao baixo nível técnico dos times, que não conseguem criar vínculo com seus atletas, perdendo possíveis ídolos logo cedo. Esse fator prejudica também a seleção brasileira, que hoje em dia não tem identidade nenhuma com o povo brasileiro”, contou Mauad.

A única baixa entre os convidados da noite foi a de Paulo André, que devido a viagem do Clube Atlético Paranaense para a cidade de Londrina, para a disputa da partida de ida das quartas de final do estadual, não pode comparecer. A palestra ocorreu no auditório Cordeiro Cléve da universidade e contou com bom público, que ocupou todos os lugares do espaço e permaneceu em sua maioria, até o final do evento, por volta das 22 horas.

Foto: Danielle Terres

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