Brasil vai com força máxima para Rio Pro nesta terça-feira

nicole

Imagem: Divulgação / WSL

Cercada de polêmicas, a quarta etapa do Circuito Mundial de Surf chegou em terras brasileiras. A janela do Oi Rio Pro abre nesta terça-feira, 10, e segue até dia 21. A primeira chamada será realizada as 7 horas da manhã, em Grumari. Se a competição irá começar amanhã, pouco sabemos. Novas dúvidas e surpresas surgem diariamente. A única certeza é que não teremos nomes importantes desfilando pela orla carioca. Kelly Slater, Mick Fanning e Kai Otton escolheram não competir por motivos pessoais, ficando de fora assim como Owen Wright, Bede Durbidge e Joel Parkinson que não recuperaram de suas lesões.

Com o Oi Rio Pro prestes a começar, bate a nostalgia. Parece que foi ontem que os tops do circuito mundial estavam voltando aos treinamentos. Passadas as três primeiras etapas realizadas em solo australiano, poucos brasileiros se destacam entre os primeiros do ranking, Ítalo Ferreira ocupa a terceira colocação e o estreante, Caio Ibelli, está em sexto lugar.

A etapa é a chance dos brasileiros voltarem a se destacar no Tour. Ao todo, a Brazillian Storm, vai contar com quinze atletas: os dez da elite, mais três convidados e mais um da triagem. Filipe Toledo é quem defende o título do Rio Pro. Recuperado de lesão, Filipinho retornou ao mar apenas cinco dias atrás, em Ubatuba. Apenas 60 dias após fisioterapia e tratamento deu o seu primeiro aéreo. “Parecia uma criança de 12 anos saindo do mar após completar o primeiro aéreo da vida”, afirmou. Gabriel Medina treinou pela primeira vez em Grumari na manhã dessa segunda. Jadson sequer conhecia a onda da reserva. Algumas dessas declarações chamam a atenção a véspera da competição. Grumari ou Postinho?

A indecisão sobre onde seria o local da competição vinha se arrastando já a algum tempo, mas pesou a voz da mãe natureza. Durante as últimas semanas, três ressacas consecutivas atingiram as praias do Rio de Janeiro, dessa forma a mega estrutura montada como palco principal no Postinho, na Barra da Tijuca, foi abalada e condenada, sendo necessário remontar uma estrutura menor na última semana. A organização transferiu o evento para Grumari, que fica situada dentro de uma reserva ecológica. No entanto a organização, surfistas e imprensa não descartam a possibilidade do evento voltar para o Postinho.

Para os brasileiros a etapa é uma das mais aguardadas do ano, pessoalmente tenho esta preferência, seguida pelas etapas de Bells Beach, na Austrália e Trestles, na Califórnia. Um dos motivos de ser tão aguardada é provavelmente por ser etapa que mais atraí o público e gera lucro à WSL. O que não deve ser diferente nesse ano. Levando em conta este fator, possivelmente iremos ouvir muitas especulações sobre as possíveis alternâncias entre Grumari e Postinho.

“Os sufistas devem apenas se preocupar com as ondas”, afirmou Teco Padaratz após a coletiva de imprensa realizada na tarde dessa segunda-feira. Filipe Toledo, Ítalo Ferreira e Jadson André declararam suas preferencias pela Barra da Tijuca. “Não estamos abandonando a Barra”, enfatizou Padaratz no final da entrevista. Infeliz ou felizmente, depende de que lado você está, se a opinião da WSL e patrocinadores pesar, assim como em 2015, a final será realizada no final de semana, em baixo do sol do meio dia, no Postinho independente da situação as ondas, podendo obrigar os atletas a tirarem leite de pedra. Nós sabemos que eles são capazes disso, ainda mais motivados por milhares de brasileiros.

Antes mesmo do início do campeonato ressalto uma pauta que já deve estar sendo discutida nos bastidores da WSL. Estaria chegando ao fim a participação da cidade do Rio de Janeiro no tour? Alguns atletas já haviam declarado que não participariam do evento pela má qualidade da água. Depois das declarações, o incidente envolvendo o palanque principal, sem contar com as dificuldades de acesso à Grumari e a falta de conforto e recursos para o público. Além de pensar no futuro campeão da etapa, não estaria na hora de pensar alternativas melhores para o Tour não deixar o Brasil? Minhas apostas? Além da competição voltar ao Postinho durante os próximos dias, Gabriel Medina ou Ítalo Ferreira levantam o caneco e, por fim, Santa Catarina seria uma ótima opção para 2017.

Confira as baterias da 1ª fase:
1: Filipe Toledo (BRA), Kanoa Igarashi (EUA), Dusty Payne (HAV)
2: Gabriel Medina (BRA), Stu Kennedy (AUS), Leonardo Fioravanti (ITA)
3: Julian Wilson (AUS), Davey Cathels (AUS), Deivid Silva (BRA)
4: Italo Ferreira (BRA), Miguel Pupo (BRA), Bino Lopes (BRA)
5: Matt Wilkinson (AUS), Jadson André (BRA), vencedor da triagem ou Lucas Silveira
6: Adriano de Souza (BRA), Keanu Asing (HAV), vencedor da triagem ou Lucas Silveira
7: Nat Young (EUA), Michel Bourez (TAH), Alex Ribeiro (BRA)
8: Jordy Smith (AFR), Conner Coffin (EUA), Jack Freestone (AUS)
9: Jeremy Flores (FRA), Josh Kerr (AUS), Adam Melling (AUS)
10: Kolohe Andino (EUA), Wiggolly Dantas (BRA), Ryan Callinan (AUS)
11: Sebastian Zietz (HAV), Adrian Buchan (AUS), Alejo Muniz (BRA)
12: Caio Ibelli (BRA), John John Florence (HAV), Matt Banting (AUS)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *