Morre Muhammad Ali, lenda do boxe

isabella

Aos 74 anos de idade, morre Muhammad Ali, uma lenda do mundo do boxe. O ex-pugilista estava internado desde a última quinta-feira, 02, e veio à óbito por complicações respiratórias. Há 32 anos o tricampeão mundial dos pesos-pesados lutava contra a doença de Parkinson.

“Impossível é apenas uma grande palavra usada por gente fraca que prefere viver no mundo como está em vez de usar o poder que tem para mudá-lo. Impossível não é um fato, é uma opinião. Impossível não é uma declaração, é um desafio. Impossível é hipotético. Impossível é temporário”, essa é uma das fortes frases que Ali deixa como legado de sua vida de lutas dentro e fora dos ringues. Para ele, o impossível  não  era palpável  e lutou durante sua vida pela igualdade racial, levou mensagens de paz pelo mundo e semeou o amor ao próximo.

Ele tinha relações próximas com líderes da causa contra o racismo como Martin Luther King e Malcolm X para lutar por seus ideais de igualdade racial. Usou da sua doença e fama para conseguir mais estudos e aprofundamentos para tentar a cura do Parkinson para todos que sofrem com esse mal. Não  desistiu da vida e lutou bravamente contra a doença até a madrugada dessa sexta para sábado.

MAIS QUE UMA LENDA

Muhammad Ali era Cassius Clay, um menino que aos 12 anos de idade já deu seus primeiros passos no boxe e, aos 18, conquistou seu primeiro feito na carreira ao ganhar a final das Olimpíadas do experiente lutador polonês Zbigniew Pietrzykowskid, na categoria meio-pesado.

Foi com essa conquista que um fato marcante intensificaria a sua luta fora dos ringues por direitos de igualdade racial: Cassius foi recebido com festa em sua cidade para celebrar a conquista da medalha Olímpica e conta, em sua biografia, que foi comemorar comendo  hambúrguer e a funcionária  do local se negou a serví-lo por ser negro. Ele, irritado e indignado, acabou jogando a medalha que ganhou.

Por volta de 1964, intensificando ainda mais sua luta pelos direitos raciais, Cassius se converteu à religião islâmica, e mudou o nome, nascendo então Muhammad Ali.

Uma das polêmicas de sua carreira aconteceu em 1967, quando Ali se recusou a servir o exército americano na Guerra do Vietnã e criticou o combate contra os vietcongues. Além de perder o título mundial por defender seus ideais, o pugilista ficou 3 anos afastado do boxe, teve que pagar uma multa de 10 mil dólares e foi condenado a 5 anos de prisão (respondendo em liberdade e tendo a acusação retirada em 1971 pela Suprema Corte dos Estados Unidos).

Foi em 1970 que o boxeador voltou aos ringues e recuperou o cinturão, que acabou perdendo um ano mais tarde em épica luta contra Joe Frazier, com 15 rounds e decisão dos juízes . Em 1974 acontece a “Luta do Século”: Muhammad Ali enfrentou George Foreman para recuperar seu posto de número 1 no mundo do boxe e apanhou por oito rounds. O guerreiro não deixou se abater e, com o apoio da torcida, aguentou firme a força do adversário e o derrubou no oitavo round, vencendo a luta por nocaute.

Em 1996, Ali teve uma aparição marcante: carregou a tocha olímpica dos Jogos Olímpicos de Atlanta, além de ser homenageado no evento e ganhar uma réplica da medalha que ganhou em 1960 e jogou por conta do episódio de racismo na hamburgueria.

Foram 21 anos de carreira profissional, onde o atleta conquistou 56 vitórias (sendo 37 por nocaute) e 5 derrotas. Feitos que renderam conquistas importantes para o atleta. Em 1999, por exemplo, a revista americana Sports Illustrated elegeu Ali como “O Desportista do Século”. Com sua morte, a lenda do boxe deixa conquistas, livros, documentários e muita sabedoria.

“Campeões não são feitos em academias. Campeões são feitos de algo que eles têm profundamente dentro de si — um desejo, um sonho, uma visão.”, Muhammad Ali.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *