Relax, baby!

isabella

Stress é uma palavra pequena, mas que causa prejuízos grandes. Há diversas pesquisas que mostram o quão elevado é o número de pessoas que sofrem desse mau, que pode até se tornar doença. Trabalho, contas, trânsito, problemas familiares e muitas coisas podem gerar o stress. Porém tenho percebido que são as pequenas coisas que se acumulam e vão virando enormes de uma forma que vira uma bola de neve que intensifica o stress.

O que quero dizer é que simples atitudes podem, literalmente, mudar nosso dia. Sabe aquele motorista imbecil que não deu seta e se enfiou na sua frente na ida ao trabalho? Não perca seu dia por conta disso. Se nada aconteceu, você conseguiu desviar e evitar um acidente, dê uma xingada básica para aliviar a tensão da situação e haja como se nada tivesse acontecido. Não permita que uma coisa pouca como essa estrague o seu humor, isso influencia na sua saúde e, até mesmo, no seu rendimento.

Ultimamente tenho procurado fazer esse tipo de coisa e tem funcionado muito. Eu vou ao trabalho de ônibus, então isso já gera uma tensão por conta do desrespeito de boa parte dos usuários. As pessoas se aglomeram próximo à roleta, ficam todos espremido, o fundo do veículo fica vazio e é quase impossível te deixarem passar para alcançar essa parte onde dá para respirar sem sentir o mau hálito dos outros. Também tem sempre aqueles que não sabem esperar as pessoas descerem para depois entrarem no ônibus ou então que empurram todo mundo sem respeito algum. Isso tudo, se você for se incomodar mais do que no momento em que está acontecendo, vai ficar com uma carga de energia negativa muito desnecessária.

Essas coisinhas podem não ser ações de terceiros, às vezes, coisas que você mesmo está fazendo já contribuem para essa pequena bola que vai crescer e virar um stress possível de ser evitado. Sou jornalista, então, me manter informada sobre o que acontece ao meu redor e na mídia num geral é quase uma obrigação, mas isso não faz bem: eu sempre procuro ouvir rádio para me informar de forma mais rápida na correria que vivo, só que é tanta coisa ruim acontecendo no mundo e perto da gente que isso vai acumulando até se tornar intragável. Eu já chegava sobrecarregada no trabalho quando as notícias eram apenas ruins, não havia um respiro. Então tenho evitado ouvir rádio quando as notícias começam a ser ruins, coloco em uma música que gosto, que me anima e já chego com fôlego 100% para mais um dia. Me informo de outra maneira e ao longo do dia.

Não é se fechar para a realidade, mas é procurar saber o necessário, não preciso guardar para mim que fulano foi esquartejado na esquina ou que beltrano novamente desviou a verba da merenda escolar. Eu sofro pelos outros, eu me deixo envolver demais e tenho certeza que muita gente é assim: quer abraçar o mundo, ajudar tudo e todos e ainda se colocar em segundo lugar porque acha que não é certo você estar gastando com algo supérfluo enquanto tem gente que não consegue sequer comprar comida para a família. A vida não é assim, infelizmente não dá para se virar nos 30 e ajudar todo mundo ou ficar se culpando porque está conquistando algo legal. Bom se desse para dividir o pão com todo mundo.

Quanto mais você se deixa envolver com coisas ruins, mais essa energia negativa é carregada e chega uma hora que ela fica pesada demais e você não aguenta carregar mais nas costas. Não é ser egoísta e pensar no seu bem estar acima de tudo, mas é conseguir se manter em um estado que te permita ao menos transmitir uma energia boa à sua volta. Só um bom dia no elevador já pode mudar muita coisa no teu dia e no da pessoa. Eu deixei de me preocupar com a cortina que não abria direito, era a primeira coisa que eu fazia quando chegava ao trabalho e já me deixava irritada às 8 horas da manhã. Isso é uma coisa tão pequena e inútil para se estressar que eu simplesmente deixei de abri-la e ganhei um incômodo a menos. Simples assim.

Continuo me comovendo com os pedintes da Rua XV quando passo por lá, bem como com as pessoas em situação de rua que estão com uma coberta finíssima nesse frio ou então àquela mãe com o filho no colo pedindo comida na frente do restaurante. A diferença é que se eu posso ajudar, eu ajudo, mas não me sinto uma pessoa má por não ter nada ao meu alcance para conseguir mudar essa realidade naquele momento. Lógico que não dá para comparar um trinco que sempre cai a uma pessoa ou animal sofrendo, mas são situações que te colocam para baixo ou te elevam a um nível de stress que poderia ser evitado. Se não quer pegar o flyer que a pessoa está distribuindo não precisa fechar a cara, basta agradecer e falar educadamente que hoje não quer e agradecer, mesmo que todo dia essa pessoa tente te entregar o mesmo flyer. Isso vale também para os vendedores de alfajor ou os de kit de casa de recuperação.

Tem dias e até semanas que isso não dá certo, que nada dá certo, mas não pode deixar isso se tornar habitual. Se não tem seu suco preferido de laranja, peça o de maracujá que você também gosta. Se você derrubou água da forma de gelo quando ia colocar ela no congelador, apenas limpe. Tem situações que é inútil deixar que te abalem. A vida é uma só e o stress por coisa pouca não pode te fazer tão mal que vai chegar uma hora que isso vai influenciar, inclusive, no seu relacionamento com as pessoas. Seja compreensivo, seja mais maleável e não se stresse por coisas que não vão te acrescentar em nada. Mas está permitido aliviar essa tensão toda praticando atividades físicas ou fazendo coisas que se goste, ok? Até a próxima!

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