Análise: campanhas parecidas e o duelo entre o melhor ataque e a melhor defesa marcam a decisão entre Brasil e Alemanha

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As equipes de Brasil e Alemanha entrarão em campo neste sábado (20), às 17h30 (de Brasília), para a grande decisão do Torneio Olímpico de Futebol Masculino Rio-2016. Em busca da tão sonhada medalha de ouro, as duas melhores seleções da competição têm campanhas semelhantes e números que indicam uma final disputadíssima e sem favoritos. Atrás de uma conquista inédita dentro de casa, a seleção brasileira vai encarar os alemães, campeões em 1976 como Alemanha Oriental, e que agora querem um título como país unificado.

Com uma defesa sólida e que ainda não sofreu gols na competição, o Brasil terá uma prova de fogo pela frente hoje no Maracanã. O ataque alemão é o melhor dos Jogos Olímpicos e marcou 21 gols em cinco jogos, com uma média de 4,2 gols por partida. A missão do sistema defensivo brasileiro é parar o artilheiro da Rio-2016, Serge Gnabry, que já balançou as redes seis vezes no torneio.

Mas a preocupação da defesa alemã também será grande para a decisão. O ataque brasileiro marcou 12 gols nos últimos três jogos. Desde que a equipe de Rogério Micale passou a jogar com um quarteto ofensivo formado por Neymar, Gabriel Jesus, Gabriel Barbosa e Luan, as ações foram mais efetivas e os números cresceram de forma assombrosa. A Alemanha, por sua vez, sofreu gols apenas nas duas primeiras rodadas, nos empates em 2 a 2 com México e por 3 a 3 com a Coréia do Sul.

Apesar da distância nos números, as duas equipes contam com campanhas parecidas. Ambas não iniciaram bem a competição e empataram nas duas primeiras rodadas, golearam na terceira e recuperaram o bom futebol somente na segunda fase.

O sistema defensivo alemão formado por Klostermann, Süle, Ginter e Toljan, não passa tanta segurança, apesar dos bons números e dos três jogos sem vazar. A força concentra mesmo no ataque. Lukas Klostermann, autor de um dos gols na semifinal, tem mais liberdade ofensiva na equipe. A cobertura dos volantes Sven e Lars Bender dão um passe livre para que os laterais subam para atacar. E isso tem funcionado como um elemento surpresa dos alemães.

Seguro na defesa, o Brasil é uma equipe que pode encontrar brechas nessas subidas. Com o setor defensivo adversário mais vulnerável, a aposta de Micale pode ser na velocidade de Neymar, Gabriel Jesus, Gabriel Barbosa e Luan para aproveitar da exposição dos defensores alemães.

O ataque é a peça chave da equipe de Horst Hrusbesch. Conduzido pelo capitão Meyer no meio-campo e com uma trinca ofensiva veloz e habilidosa formada por Selke, Brandt e Gnabry, esse será o setor que exigirá mais cautela da defesa brasileira. Se Horst confirmar esta formação para a grande final, tudo indica que os laterais Zeca e Douglas Santos não terão liberdade para avançar, forçando uma cobertura para Rodrigo Caio e Marquinhos.

Não à toa essas duas equipes chegaram até aqui. A promessa é de um bom jogo na grande decisão da medalha de ouro. Brasil e Alemanha entram em campo neste sábado (20), às 17h30 (de Brasília), no Maracanã.

Imagem: Twitter/FIFA

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