Brasil supera a Itália e leva o ouro no voleibol masculino

Danilo

De quase eliminados na primeira fase ao ouro olímpico. O roteiro da conquista dourada do voleibol masculino do Brasil teve contornos dramáticos na primeira fase do torneio e terminou com o choro dourado no pódio. O Maracanãzinho estava lotado, o adversário em quadra era o mesmo do último ouro olímpico do voleibol masculino, a Itália. Em quadra uma nova geração, renovada e com alguns atletas que acabaram com a prata nos Jogos de Londres 2012. Avassaladores, os meninos do Brasil venceram a Itália por incríveis 3 a 0, parciais de 25/22, 28/26 e 26/24, e conquistaram o tão sonhado ouro olímpico. A seleção brasileira de vôlei chega com a conquista deste domingo (21) a três medalhas douradas na história do voleibol nas Olimpíadas, as outras duas medalhas douradas foram conquistadas nos Jogos de Barcelona-1992 e Atenas-2004.

A grande final do voleibol marcou a despedida do líbero Serginho, o atleta de 40 anos se tornou o primeiro a disputar quatro finais olímpicas seguidas. Ele se despede com duas medalhas de ouro (Atenas-2004 e Rio-2016) e duas de prata (Pequim-2008 e Londres-2012). Muito emocionado no pódio, Serginho teve seu nome gritado pelo público na arquibancada e ainda foi jogado para cima pelos colegas de equipe.

A medalha de ouro coroa a nova geração do vôlei brasileiro, uma equipe que foi mudando de cara desde a última edição dos Jogos Olímpicos e que chegou a ficar desacreditada na Rio-2016 depois de fazer uma primeira fase ruim. Um dos pontos mais bonitos da festa brasileira foi o pódio, além de exaltarem o técnico Bernardinho e o líbero Serginho, a torcida fez questão de gritar “Itália, Itália” na hora da premiação dos rivais deste domingo, mostrando um verdadeiro espírito olímpico. Todos os atletas italianos também receberam aplausos quando o sistema de som anunciava um por um dos medalhistas de prata.

O Jogo

A Itália começou a partida mais ligada, enquanto que o Brasil sentia um pouco a pressão da decisão em casa. Mas logo as coisas se ajustaram, a partida equilibrou e os times deram um show de voleibol para o público que lotou o Maracanãzinho.  As equipes foram trocando pontos até o momento decisivo do set,quando o Brasil conseguiu abrir vantagem e fechar em 25 a 21.

No segundo set, o roteiro foi o mesmo, a Itália começou melhor e o Brasil demorou para engrenar. Se o levantador Bruninho tinha Wallace como bola de segurança, quando as coisas apertavam na Itália, o levantador Giannelli acionava o ponteiro Zaytsev. As duas seleções continuavam com um ritmo impressionante, não existia margem para erros, e foram até os momentos decisivos sem nenhuma equipe abrir mais de um ponto de vantagem. O Brasil teve duas oportunidades de fechar o set, a Itália também teve as mesmas duas chances, mas foi na terceira bola do set que o Brasil fechou em 28 a 26 e abriu dois a zero no placar para delírio geral da torcida.

Quando começou o terceiro set a torcida se sentia em um total clima de festa, cada ponto verde e amarelo era uma bola a menos a caminho do ouro. Os jogadores também demonstravam essa expectativa, mas do outro lado da rede estava a Itália, uma das maiores seleções de voleibol do mundo e que não pretendia vencer barata a medalha de ouro. E foi o que os italianos fizeram, dominaram quase todo o set, conseguiram abrir dois pontos de vantagem,18/16, mas o Brasil com uma atuação impressionante de Lipe foi buscar o placar, igualou e passou a frente e caminhou com os italianos na cola para tentar forçar um quarto set. O Brasil teve o primeiro macth point, que foi salvo pela Itália. O ginásio estava de pé, todos queriam ver a história ser escrita, na segunda bola do jogo para o Brasil, o paredão duplo formado por Lipe e Lucão colocava a bola no chão italiano, dava fim a angústia, trazia o choro aos rostos dos atletas e a medalha de ouro para o Brasil após 12 anos.

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