Rio-2016 termina e os olhos do mundo esportivo se voltam para Tóquio

Danilo

A grande festa do esporte mundial acabou e com o fim um novo ciclo olímpico se inicia e os olhos do esporte mundial se voltam para Tóquio. A cidade do Rio de Janeiro se despediu da edição número 31 das Olimpíadas com chuva, parecia que os deuses do esporte não queriam que a chama apagasse e o esporte esperasse mais quatro anos para reviver momentos épicos como o que vimos na Rio-2016. A bandeira olímpica foi passada para Tóquio que a partir de agora é a sede dos próximos Jogos Olímpicos.

A cerimônia de encerramento teve tudo aquilo que o brasileiro gosta. A música que tem um papel fundamental na tradução da alma do nosso povo esteve presente em suas múltiplas identidades culturais. A contagem regressiva da festa homenageou Santos Dumont, o pai da aviação e o primeiro homem a usar um relógio de pulso e um dos idealizadores do mesmo. Logo em seguida veio a parte do espetáculo denominada “Voo Olímpico”, com um convite à celebração da beleza e diversidade o público é brindado com lindas montagens dos artistas, como um mosaico do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar.

Aí vamos para outro segmento dedicado à música, grandes mestres brasileiros são homenageados, como Pixinguinha, Braguinha e Noel Rosa, as canções foram cantadas por Martinho da Vila. O momento a seguir foi um dos mais emocionantes da noite. O hino nacional foi cantado por 27 crianças, cada uma representando um estado do país mais o Distrito Federal. A ex tenista Maria Esther Bueno foi a responsável por levar uma bandeira do Brasil até a guarda nacional, responsável por hastear a bandeira. No final do hino nacional as crianças formavam as estrelas e o resto do gramado a bandeira do Brasil. O público aplaudiu de pé.

Após o hasteamento da bandeira brasileira foi a vez dos donos dos Jogos desfilarem e tomarem seus lugares para acompanhar o espetáculo. Os atletas das 207 delegações desfilaram juntos, numa mensagem clara de confraternização. Depois disso os atletas curtiram o lançamento do canal olímpico, ao som do Dj Kygo e da cantoda Julia Michaels.

A arte brasileira de tecer renda também teve espaço na cerimônia, o grupo As Ganhadeiras de Itapuã, grupo que resgata as tradições baianas, se apresentou cantando a música “Mulher Rendeira”, foi uma forma de prestar um tributo e homenagem à contribuição da cultura negra na formação do Brasil.

Outro grande momento da festa foi a hora que o público presente no Maracanã dançou ao som de “Asa Branca”, música do “Mestre do Baião”, Luiz Gonzaga. Os espectadores sentiram o clima da música e com um passo completamente coreografado fez o Maraca dançar. E como era noite de festa, não podia faltar o último pódio olímpico, os medalhistas da maratona foram até o gramado do estádio para receberem suas honrarias.

Depois do pódio foi a vez do Comitê Olímpico Internacional (COI) homenagear os novos membros eleitos pela entidade para a Comissão de Atletas. Além deles, também foram homenageados os voluntários que com sua simpatia estavam ajudando a fazer a Rio-2016 dar certo. O compositor e cantor Lenine se apresentou durante a homenagem aos voluntários ao som da música “Jack Soul Brasileiro”, agitando todos.

Um dos momentos mais tristes foi o recolhimento da bandeira olímpica e a passagem dela feita pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para a governadora de Tóquio, Yuriko Koike. Ali já significava que Tóquio e o Japão eram os novos responsáveis pela festa do esporte mundial.

A partir daí a festa foi um pouquinho do que podemos ver um pouquinho do que a capital japonesa vai mostrar para o mundo daqui a quatro anos. Saímos um pouco do Rio de Janeiro e viajamos para o Japão, conhecer um pouco mais da cultura e costumes da terra nipônica. O público foi ao delírio quando Mário Bross, personagem de um videogame, se fez presente no estádio. O público foi cativado pela estética japonesa e pela música e ritmos inovadores do país. Em seguida surge no gramado do Maracanã a frase “See you in Tokyo” (vejo vocês em Tóquio), com o Monte Fuji, a ponte do Arco-Íris, o prédio do governo de Tóquio, entre outros marcos atrás da frase.

Depois do breve momento e participação de Tóqui na cerimônia de encerramento, foi a vez do protocolo de discursos oficiais de Carlos Arthur Nuzman, presidente organizador da Rio-2016 e de Thomas Bach, presidente do COI. Nuzman iniciou sua fala afirmando que a chuva que caia na cidade maravilhosa veio festejar a realização dos Jogos Olímpicos. Ele completou expondo sua felicidade “eu sou o homem mais feliz do mundo, aqui é o melhor lugar do mundo, obrigado”, disse. Nuzman finalizou sua fala elogiando o Brasil e falando do orgulho que tem do povo. “Eu tenho orgulho de ser brasileiro, orgulho do povo brasileiro. Somos diferentes de todos, de norte a sul, todos os brasileiros são campeões olímpicos. Comemoramos juntos, sofremos juntos e ganhamos juntos”, finalizou.

O presidente do COI, Thomas Bach começou falando “nós te amamos, Brasil”. Ele ressaltou que nos últimos 16 dias o Rio de Janeiro se tornou a sede do esporte mundial e que a união olímpica pode criar valores sociais enormes no mundo. Ele finalizou sua fala dizendo que todos os países chegaram ao Brasil como convidados e saem como amigos e encerrou dizendo “a cidade maravilhosa fez uma olimpíada maravilhosa”, em um português meio enrolado.

 

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