Tá tudo liberado – Conexão News

Tá tudo liberado

CASSIO BIDA

O grupo de estratégia da Fórmula 1 definiu mudanças importantes visando esta temporada e o ano de 2017. A primeira já pôde ser conferida no Grande Prêmio da Alemanha. Para satisfação dos pilotos e desespero dos mais puristas, as instruções via rádio voltaram. A justificativa foram as punições, consideradas absurdas, a Nico Rosberg na Inglaterra e Jenson Button na Hungria.

Como os carros contam com diversos ajustes eletrônicos nos tempos atuais, fica difícil para os pilotos controlarem as máquinas. E, em ambos os casos, as informações comprometiam a segurança dos carros. No caso de Rosberg, não sei se foi tão absurdo assim. Já no de Button, ficar sem freios em qualquer circuito é temerário. Ainda mais na Hungria, traçado que exigia demais do equipamento.

Certo é que veremos cada vez mais os engenheiros conversando com os pilotos ao longo das corridas. Doses longas de Luciano Burti, vulgo “papagaio de rádio”, nas transmissões para o “deleite” de quem assiste. A exceção continua sendo a volta de apresentação. Ao menos, as largadas continuam nas mãos dos pilotos.

A segunda mudança visa a segurança dos carros e pilotos para a próxima temporada. O Halo, conhecido de forma íntima como “chinelão”, não será adotado para o ano que vem. A peça não teria sido desenvolvida de forma satisfatória e poderá sofrer modificações visando o ano de 2018. Não se descarta a retomada do desenvolvimento do aeroscreen, proposto pela Red Bull, ou de outra solução futurista que não comprometa a aerodinâmica do carro.

O Halo tinha diversos problemas. O principal: a visibilidade. Entre os pilotos que testaram houve um certo desconforto ao usar a peça. Duvido que o “chinelão” seria efetivo, principalmente em caso de peças pequenas indo ao encontro do cockpit do piloto. Certo é que, para a alegria dos fãs, os bólidos continuarão abertos para a próxima temporada.

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Falando no ano que vem, seguem as movimentações de pilotos e equipes. O mercado ainda não está totalmente fechado e, desta vez, é um mexicano que anda mexendo com as possibilidades. Seu nome: Sergio Perez.

Depois de ter uma eventual transferência frustrada pela Ferrari ao renovarem com Kimi Raikkonen, Checo agora vira peça fundamental na movimentação entre os pilotos deixando uma vaga cobiçada em disputa. Perez ainda não está confirmado como piloto da Force India para o ano que vem. E não esconde o seu desejo de mudança.

Variáveis a favor do piloto do carro 11 não faltam. Bons desempenhos ao longo das duas últimas temporadas, pódio em Baku, chegadas constantes nos pontos. É evidente que Perez, para onde ir, pode ser uma ótima escolha.

As bolas da vez são Williams e Renault. O time francês por conta de querer contar com jovens e experientes valores para uma equipe mais competitiva no ano que vem. Já pelos lados de Grove, a questão coloca um brasileiro em jogo: Felipe Massa ainda não renovou o contrato com o time inglês e, tecnicamente, estaria sem equipe para o ano que vem.

Especula-se que Massa estaria também em negociação com a Renault. O próprio já afirmou que só fica na Fórmula 1 se tiver um carro competitivo no ano que vem. A BBC, respeitada rede de televisão inglesa, afirma que Perez já é piloto da Williams na próxima temporada. Há também a especulação de que Checo e Massa andariam juntos na Renault no ano que vem.

A “Silly Season” ainda continua aberta. E, nestas férias de equipes e pilotos, estará mais ativa do que nunca. E, claro, estaremos de olho.

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Falando nas férias, Lewis Hamilton irá gozar de relativa tranquilidade nas próximas semanas. Desde o acidente na Espanha, o jogo virou a favor do tricampeão. A prova disso: em sete corridas, seis vitórias (Mônaco, Canadá, Áustria, Inglaterra, Hungria e Alemanha) contra apenas uma de Rosberg (Baku).

Apesar disso, a tranquilidade de Hamilton não é total. O inglês deverá usar sua sexta unidade de potência o que irá acarretar na perda de 10 posições no grid. Além disso, também terá de substituir o turbo. Mais 10 posições perdidas. Hamilton ainda estuda cumprir as duas punições na mesma prova, já que a troca será inevitável.

O que joga um pouco a favor do líder do mundial é que as próximas duas provas, Bélgica e Itália, são pistas onde a potência do motor conta muito e deverá trazer boa vantagem para as Mercedes. Resta saber onde o britânico terá menor prejuízo e continuará a ter boas chances para seguir próximo de Rosberg na caçada rumo ao tetra. O campeonato ainda está longe de estar totalmente decidido, apesar da vantagem de 19 pontos.

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Com o início das competições das Olimpíadas, entro em férias, assim como pilotos e equipes da Fórmula 1.

Continuarei atento aos acontecimentos. Caso pinte alguma informação importante, em especial envolvendo o mercado de pilotos, poderemos voltar com uma coluna ou reportagem extraordinária.

No mais, se as férias forem mesmo calmas e tranquilas, voltaremos com a programação normal no dia 26 com a coluna do resumo das férias e a reportagem sobre os primeiros treinos livres para o Grande Prêmio da Bélgica.

Todo sucesso à nossa equipe que estará envolvida com a cobertura dos primeiros Jogos Olímpicos na América do Sul.

A você leitor, muito obrigado pela parceria até aqui. Continuaremos juntos.

Um abraço e até à volta!

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