O dia que entrevistei o Capita!

Danilo

Percebemos o quão frágil é a vida quando do nada uma notícia chega e nos abala. Aos 72 anos, o eterno Capita do Tri, Carlos Alberto Torres, nos deixou nesta manhã após sofrer um infarto fulminante. Talvez os Deuses do futebol o queiram lá em cima, capitaneando uma equipe comandada por Garrincha, Zito, Barbosa. O adeus é triste, torcedores de Santos, Fluminense, Botafogo estão tristes, assim como todos os amantes do futebol brasileiro.

Ah, Capita, que imagem você nos deixou, aquele gol célebre, após aquela magistral jogada que acabou culminando em um 4 a 1 em cima da Itália em uma Copa do Mundo. Ainda de quebra ergueu a Jules Rimet e eternizou o famoso beijo na taça, tão comum hoje em dia.

Tive duas oportunidades de entrevistar o Capita. A primeira foi em 2012, quando o jornalista Odir Cunha me passou o telefone e email do eterno capitão da seleção. Liguei, sem nenhuma pretensão que ele fosse me atender, e não só atendeu, como na mesma hora me deu um depoimento para o meu tcc. Que honra ter escutado algumas histórias do alvinegro da Vila Belmiro sendo ditas justamente por Carlos Alberto Torres.  “O estádio inteiro tava gritando o nome do Pelé para bater o pênalti e eu tive que bater. O estádio me odiou, não viram o milésimo gol dele”, disse bem humorado citando uma situação que o Santos passou no nordeste quando Pelé estava a um gol do milésimo.

A outra entrevista não foi muito bem eu que fiz, estava no meio da muvuca de jornalistas no Prêmio Brasil Olímpico de 2013, quando ele foi um dos homenageados por ter participado dos Jogos Pan-Americanos de São Paulo em 1963.  Claro, as maiores lembranças são da entrevista que fizemos para meu livro reportagem, aquele contato único, aquelas citações, histórias, que me contou rapidamente por telefone. A simplicidade, humildade, de atender um então estudante que estava produzindo um trabalho de conclusão de curso.

Obrigado, Capita! Pelos gols, pela humildade, pelas glórias conquistadas pelo Santos, por ser o líder da maior seleção da história, pelo beijo na Taça. Obrigado por tudo, o futebol brasileiro agradece. Vá em paz!

#CapitaEterno

 

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