A alimentação correta potencializa o desempenho dos praticantes de corridas e evita lesões

A corrida pode ser considerada a modalidade com mais tradição no atletismo, sendo uma das mais importantes e populares. A primeira prova da história das Olimpíadas Antigas é a corrida, somente depois que foram introduzidas outras competições. No Brasil, o atletismo e as corridas de rua davam os primeiros passos no início do século XX, enquanto o futebol estava longe ser considerado o esporte nacional. Com o passar dos anos, as corridas de ruas foram ganhando adeptos profissionais e amadores, mas que sempre buscam ultrapassar suas metas pessoais. No entanto, muitos esquecem que para conseguir resultados satisfatórios e evitar lesões precisam de um acompanhamento com o auxílio de preparadores físicos e especialistas que mostrarão a melhor alimentação.

A nutricionista funcional e coach de emagrecimento e qualidade de vida, Yasmim Amorim, explica as atividades físicas como um todo exigem mais do corpo e de um número maior de nutrientes que contribuirão não apenas para o ganho de massa muscular e perda de gordura corporal, mas também na recuperação muscular, fôlego, rendimento e disposição. “Já as pessoas que praticam corridas têm necessidades diferentes devido ao tipo e intensidade do exercício. Por exemplo, um corredor necessita muito mais da ingestão de antioxidantes para uma adequada recuperação muscular, bem como necessita de uma quantidade de carboidrato de baixo índice glicêmico maior do que quem pratica atividade física de força, como a musculação. Isso ocorre devido as necessidades energéticas que a pessoa que corre precisa.”

É fundamental que os atletas optem por alimentos antioxidantes e ricos em vitamina C, como frutas vermelhas e alimentos cítricos, para adequada recuperação muscular e melhora da imunidade. Os carboidratos de baixo a médio índice glicêmico, entre eles frutas e sucos naturais, e uma hidratação constante também devem estar presentes. “Para um bom rendimento e performance da corrida é preciso atentar para alimentos que vão dar energia para a corrida, sem causar nenhum dano durante o percurso, como contrações intestinais ou náuseas, e para melhor recuperação muscular após. Em uma prova de corrida, a pessoa acaba forçando mais o corpo”, salienta a nutricionista.

Busque acompanhamento e conheça a sua individualidade
Apesar da corrida ser um esporte indicado para pessoas de diferentes composições corporais, existem erros comuns entre os indivíduos que buscam realizar a atividade. Buscar a prática para emagrecer, mas sem acompanhamento e ajustes necessários para sua individualidade é um dos principais problemas. “Muitas pessoas reclamam que começaram a atividade para emagrecer e não tiveram o resultado esperado, isso porque sua alimentação não está ajustada. Além disso, é comum as pessoas se lesionarem com facilidade ou passarem mal quando iniciam a corrida, uma vez que os alimentos consumidos não estão suprindo todos os nutrientes exigidos pelo corpo.”

Quando não nos alimentamos de maneira correta, mas praticamos exercícios de alta intensidade, o resultado pode ser lesões, queda de pressão e hipoglicemia, prejudicando todos os planos a longo prazo, já que certas lesões deixarão o atleta profissional ou amador impossibilitado de praticar determinados exercícios. “Corredores, sendo profissionais ou não, devem ter hábitos saudáveis. Por isso, é importante evitar produtos alimentícios e industrializados, doces, bebidas alcoólicas e situações de estresse. Além disso, ajustar a alimentação conforme a necessidade, sendo rica em azeite de oliva, peixes, suco de uva roxa, acerola, laranja, oleaginosas, banana e claro, muita água. Para o pós-treino, é importante ter fontes de carboidratos saudáveis combinados com opções de proteínas saudáveis”, finaliza Yasmim Amorim.

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