Medicina regenerativa é opção para tratar e prevenir lesões

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Lesões de músculos e tendões são um dos principais motivos de afastamento dos exercícios físicos, tanto entre atletas de alta performance, como entre praticantes casuais. No entanto, segundo o ortopedista Bruno Rabello, especialista em Cirurgia do Quadril e em Medicina Regenerativa Articular, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, muitas dessas lesões são, inicialmente, entendidas como processos inflamatórios agudos, quando, na verdade, são alterações degenerativas por sobrecarga crônica.

A aposta do ortopedista para reabilitar esses pacientes mais rapidamente são as técnicas fisioterápicas biomecânicas e a utilização de Medicina Regenerativa, realizada com auxílio de ultrassom e anestesia local, através da qual são colocados fatores indutores de reparação no local da lesão. “As terapias biológicas aceleram o processo de recuperação devido às propriedades anti-inflamatórias e reparadoras das substâncias usadas, chamadas citocinas, com pouquíssimos riscos”, explica.

Outra vantagem do método proposto pelo médico é não utilizar corticoide. “Além dos efeitos sistêmicos dessa droga, existe o efeito inibidor nas células musculares, tendinosas e cartilagem, favorecendo a degeneração e aumentando as chances de ruptura”, explica.

De acordo com o médico, a técnica atua ainda na prevenção. “Os fatores de crescimento liberados possuem também a capacidade de atrair células-tronco, fazendo com que o tecido se repare o mais parecido com o padrão fisiológico e fortalecendo a região, evitando assim novas lesões”, diz.

A técnica de Medicina Regenerativa já é amplamente realizada em centros de esporte nos EUA e Europa, com resultados expressivos, tendo nomes como Lionel Messi, Kobe Bryant, Cristiano Ronaldo e Rafael Nadal associados a ela.

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