Promessa do tênis de mesa, Hugo Calderano diz que “medalha olímpica está nos planos” – Conexão News

Promessa do tênis de mesa, Hugo Calderano diz que “medalha olímpica está nos planos”

Danilo

Hugo Calderano, 20 anos, carioca e o brasileiro mais bem ranqueado na história do tênis de mesa. Mesmo jovem, o brasileiro disputou os Jogos Olímpicos Rio 2016 e alcançou a melhor posição do país ao chegar nas oitavas de final da competição. Em 2015 foi campeão dos Jogos Pan-americanos de Toronto e já possui no currículo uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos da Juventude.

Agora no ciclo olímpico visando Tóquio-2020, Calderano espera melhorar sua posição e chegar até  a sonhada medalha olímpica.  Atualmente o brasileiro é o 17° colocado no ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF – sigla em inglês), disputa o campeonato alemão e segue fortalecendo as cores verde e amarela nos campeonatos espalhados pelo mundo.

De empunhadura clássica destra e com 1,81 metros de altura – alto para a modalidade, o carioca vem conquistando cada vez mais espaço no circuito mundial e se destacando como uma das grandes promessas do Brasil para as Olimpíadas de Tóquio-2020.

O CN conversou com exclusividade com Hugo Calderano, onde ele falou da carreira, sonhos e objetivos, confira abaixo.

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Hugo Calderano em ação no Aberto do Brasil de Tênis de Mesa 2017. Foto: Alexandre Schneider

Conexão News – Como iniciou sua carreira no tênis de mesa?

​Hugo Calderano – Eu sempre gostei de esportes.Comecei na escolinha do Fluminense, no Rio de Janeiro. Praticava também volei e atletismo, mas passei a me dedicar somente ao tênis de mesa quando comecei a me destacar nas competições nacionais.

CN – Qual seu maior ídolo no esporte?

​HC – Não tenho um ídolo mas admiro muito o Roger Federer por sua postura dentro e fora da quadra.​

CN – Você mora, joga e treina na Alemanha. Sair do Brasil ajudou a desenvolver seu jogo?

​HC – Me ajudou muito. Eu sou contratado da equipe de Ochsenhausen e jogo a Bundesliga, primeira divisão​ na Alemanha​. Além de uma ótima estrutura de treinamento, tenho a oportunidade de enfrentar regularmente jogadores d​e alto nível, o que me ajuda a evoluir bastante.​

CN – Como vê a evolução do esporte brasileiro. Acha que após as Olimpíadas é capaz de mais investidores olharem para vocês atletas?

​ HC – Isso era o que se esperava, mas, infelizmente, não é o que acontece. Acho que o esporte está sofrendo os efeitos do que acontece no Brasil de uma maneira geral. ​

CN – Muitas pessoas se interessaram pela modalidade após as Olimpíadas, acha que o esporte tem potencial para crescer em números de praticantes no país? E o que isso melhora para a vida de vocês atletas?

​ HC – O tênis de mesa tem tudo para se tornar um esporte muito popular no Brasil. Acredito que meu desempenho nos Jogos tenha ajudado um pouco mas ainda quero fazer muito mais pelo meu esporte.​

CN – O Brasil tem condições de ser uma potência no tênis de mesa?

HC – O Brasil pode ser uma potência em qualquer esporte, se for feito um trabalho sério e honesto.

CN – Recentemente você ganhou nas duplas e simples o Brasil Open, o que significa conquistar um título no Brasil?

​ HC – É muito bom ganhar no Brasil. Eu sempre recebo muito carinho das pessoas dentro dentro e fora do ginásio e uma energia muito boa para levar de volta para a Alemanha.​

CN – Hugo, você vem numa ascensão grande dentro da modalidade e colocou o Brasil na elite do tênis de mesa mundial. Como lida com essa responsabilidade?

​HC – Eu não penso nisso como uma responsabilidade. Acho que é o resultado natural de um trabalho focado e muita dedicação, não só da minha parte mas de várias pessoas que estão comigo nesse caminho há muitos anos. Nosso objetivo é ir além. Estou feliz com o que conquistei até agora, mas não satisfeito :)​

CN – Ano passado disputou a sua primeira Olimpíada, o que vai guardar para sempre na memória da sua primeira aparição olímpica?

​ HC – A torcida! Foi o momento mais emocionante da minha vida.​

CN – Muito se fala em uma medalha nos Jogos de Tóquio em 2020. Mesmo estando longe, como almeja ser sua participação nas próximas Olimpíadas?

​HC – Uma medalha olímpica faz parte dos planos de todo atleta, e eu tenho também essa meta. Mas  muita coisa acontece entre os jogos. Campeonato Alemão, Circuito Mundial, Jogos Pan-americanos, Campeonato Mundial… Toda competição é importante e faz parte do caminho do atleta. O importante é focar em ter a melhor preparação e chegar em 2020 na minha melhor forma, com a certeza de que fiz tudo o que precisava ser feito. O resultado vai ser uma consequência disso tudo.​

Foto: Leandra Benjamin

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