Eu e o futebol!

CASSIO BIDA

 

 

Não sei ao certo quando começou o amor por este esporte. Lembro de flashes da minha primeira vez em um estádio. Mas, mesmo que por linhas tortas, meu caso com o futebol estava marcado para acontecer.

Nasci no mesmo ano em que o escrete brasileiro encantou os gramados espanhóis. De dentro do ventre materno, senti as alegrias e tristezas de uma Copa do Mundo intensa que teve a Itália como campeã e o Brasil, mais uma vez, ficando no quase.

O dia da semana em que vim ao mundo não poderia ser outro: um domingo! Como nasci no final da tarde, não tive chance de acompanhar, com meus olhinhos pequeninos, o empate sem gols entre Santos e São Paulo, o 1 a 1 do Colorado com o Atlético e muito menos a zebra da derrota do Corinthians em Franca para a Francana por 2 a 1.

Cresci, como muitos meninos, aos pontapés com a bola. Meu maior lamento com ela? Nunca ter sido hábil com os pés. Talvez, por isso (e pelo fato disso estar no sangue desde os tempos do meu avô paterno), a maioria das vezes que me envolvi com o esporte bretão dentro do campo foi de longe.

Solitário. Sob as traves, vivi momentos divertidos. Defesas memoráveis, frangos inesquecíveis, pênaltis que defendi. Foram bons e maus momentos como goleiro na minha passagem como amador. Nas poucas vezes que fui para a linha, fiz os meus poucos gols. Afinal, a habildade sempre me faltou.

Restava então tentar a crônica esportiva. Tive meus momentos de felicidade. Trabalhei em duas emissoras de rádio. E, apesar de curtas, as passagens por lá me ensinaram bastante. Principalmente a controlar meu lado torcedor em relação ao lado profissional.

Hoje, apenas como espectador, não vivo mais tão intensamente o jogo. Afinal, a vida nos ocupa com diversas responsabilidades e o espaço na minha agenda anda cada vez mais curto.

Mas, como todo grande amor, sabemos que ele estará sempre lá. Seja na forma de um filme, no apelido que me foi dado graças a uma turma de amigos, em um lance ou mesmo no menino que ensaia embaixadinhas na rua com os amigos.

Que este 19 de julho seja rodeado por belas histórias, lembranças e, acima de tudo, nos mostre o real significado desta partida que tem muito de perversa. Mas, ao mesmo tempo, contagia e apaixona. Feliz dia do futebol!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *