Insensatez

CASSIO BIDA

É uma triste sina. Sempre que as coisas vão bem na Vila Capanema algo acontece para estragar o astral.

Durante muito tempo, o problema foi financeiro. Agora, com os salários em dia, um mal entendido entre diretoria e comissão técnica motivou uma briga (muito mal explicada por sinal) entre Lisca e o auxiliar Matheus Costa.

O presidente, Leonardo Oliveira, tão logo soube do acontecido, demitiu Lisca. O diretor de futebol, Rodrigo Pastana, endossou a decisão e ainda afirmou que os jogadores testemunharam o fato. O agora ex-técnico do tricolor negou a agressão.

Um antigo chefe meu dizia que em uma briga existem três versões: a do agressor, a do agredido e a verdadeira. O que circula na imprensa é que a briga foi motivada por interferência da diretoria na escalação do time, uma vez que a prioridade é a Série B. Lisca queria um time alternativo, já a diretoria orientou a escalação da equipe titular no confronto da Primeira Liga.

Outra história que circula é que o auxiliar deu um treinamento aos jogadores sem a presença do comandante da equipe. E isto teria motivado a agressão. Ainda circula uma terceira, em que os jogadores estavam na piscina, sem treinar. Lisca teria ficado raivoso, foi tirar satisfações com o auxiliar e acabou indo às vias de fato.

Independente de quem tenha errado, a decisão é irrevogável. Resta saber como o Paraná Clube irá reagir a todo esse turbilhão e se continuará rumo ao acesso até o final do ano. Certo é que não vai adiantar Lisca pedir para não o chamarem mais de doido.

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Ainda sobre a Primeira Liga, dois duelos de tirar o fôlego entre mineiros e paranaenses.

No sábado, o Galo eliminou a Gralha no Horto. Richard, mais uma vez, salvou o Paraná de uma goleada. E o tricolor conseguiu meter duas bolas na trave.

A segunda, no finalzinho, quase resultou em gol. Leandro Vilela se atrapalhou no lance. Ao invés de concluir de primeira, resolveu dominar a bola. Foi o tempo suficiente para que Victor  praticasse a defesa e encerrasse ali as esperanças tricolores em disputar uma final.

No domingo pela manhã, a Raposa parecia passear no Estádio do Café. Com pouco mais de 10 minutos do segundo tempo, um 2 a 0 administrável para o time misto do Cruzeiro. Mas bastou Safira entrar em campo para a sorte do Londrina mudar. Com um golaço diminuiu a diferença. E aos 50 minutos do segundo tempo, sofreu o pênalti convertido por Germano que selou o empate.

Na disputa de pênaltis, brilhou a estrela do goleiro César que defendeu 3 das 4 cobranças efetuadas pelo Cruzeiro. Dirceu selou a classificação do Tubarão para a decisão contra o Galo, dia 08 de outubro. Promessa de casa cheia no norte pioneiro.

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Lógico que não poderia deixar de falar sobre o feito histórico do Operário de Ponta Grossa. O fantasma assombrou o Globo em Ceará-Mirim e não tomou conhecimento dos donos da casa.

Com um sonoro 5 a 0 no Rio Grande do Norte, o título só não fica com o alvinegro dos Campos Gerais se, e somente se, uma hecatombe de proporções gigantescas se abater sobre o Germano Krüger no próximo domingo.

Isto porque o gol fora de casa também é um dos critérios de desempate. Ou seja, se quiser sonhar com o título, o Globo terá que fazer, no mínimo, seis gols em Ponta Grossa.

Futebol é imprevisível, fato. Mas, com o futebol apresentado pelo Operário na primeira partida da final, a missão do Globo é, além de ingrata, praticamente impossível. Vila Oficinas será  pequena para a festa.

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Para encerrar, breves considerações sobre o GP da Itália. 

A dobradinha da Mercedes, dentro das circunstâncias da pista, era mais que esperada. Hamilton, agora dono absoluto do recorde de pole positions, se coloca, pela primeira vez, na liderança do campeonato.

Vettel, como era de se esperar, não dá a batalha por encerrada. Afinal, daqui a 12 dias em Cingapura, as condições favorecem à Ferrari. E só 3 pontos separam os postulantes ao título. O
calor da Ásia ditará o ritmo dessa disputa acirrada.

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