Carlos Arthur Nuzman renúncia à presidência do COB

Após 22 anos, Carlos Arthur Nuzman renunciou ao cargo de presidente do Comitê Olímpico do Brasil na tarde desta quarta-feira (11). Preso sob acusação de compra de votos para eleição da cidade do Rio de Janeiro como sede olímpica, o ex-jogador de vôlei lega inocência e afirma que se dedicará inteiramente à própria defesa.

A renúncia foi comunicada aos presidentes das confederações olímpicas brasileiras durante Assembleia Extraordinária na sede do COB, na Barra da Tijuca, através da leitura de uma carta assinada por Nuzman.

“Venho, pela presente, reiterar os termos de minha correspondência, datada de 6 de outubro de 2017, em especial a minha completa exoneração de qualquqer responsabilidade pelos atos a mim injustamente imputados, os quais serão devidamente combatidos pelos meios legais adequados. Considerando-se, todavia, a necessidade de dedicar-me, integralmente, ao pleno exercício do meu direito de defesa, renuncio de modo irrefutável e irretratável ao cargo de Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, bem como ao de membro honorário de sua Assembleia Geral”,  diz o documento.

Não haverá eleição para o cargo e quem assume o posto deixado por Nuzman é Paulo Wanderley, então vice-presidente e antigo presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ). Ele ficará no cargo até o fim do mandato em 2020.

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