A volta da gralha

CASSIO BIDA

Foi em um sábado. Exatamente em um 18 de novembro. Também longe da torcida. O último grande momento do Paraná Clube em uma segunda divisão. Foi em 2000. Acompanhei aquela goleada e o título do módulo amarelo da Copa João Havelange pelo rádio. Vibrei com cada gol naquele Parque Antártica. O triunfo assegurou a volta do tricolor à elite ainda no mesmo ano.

Pois bem, dia 18, 17 anos depois. Depois de uma tarde onde acompanhei um bate-papo interessantíssimo sobre podcasts, saí feito um raio para um bar acompanhar os lances da penúltima rodada da série B. Uma vitória poderia colocar o Paraná na primeira divisão depois de uma década. Mas não era só isso. Londrina e Oeste não poderiam vencer.

O tubarão, mesmo em casa, tinha missão dificílima. Precisava vencer o líder América Mineiro para seguir com chances. Já o Oeste pegaria o lanterna e já rebaixado ABC em Natal. Nas minhas contas, a decisão da última vaga à primeira divisão aconteceria só no sábado seguinte.

Mas era 18 de novembro. Uma data histórica. Uma data importante para o clube. Algo nos astros fez a conjunção perfeita. O Londrina empatou. O Oeste, de forma surpreendente, perdeu. Só faltava a vitória paranista. E veio dos pés do zagueiro adversário o momento de glória. Audálio meteu contra o patrimônio e selou a vitória pela contagem mínima.

Tudo ajudou. Tudo se converteu. Ao apito final em Maceió, a explosão de uma torcida que estava com tanta coisa entalada após 10 anos de agonia. Era o fim de uma espera longa. O momento de comemorar o reencontro com a elite do futebol brasileiro.

Poderemos ter 3 representantes na Série A. Algo inédito desde que o Brasileirão nas suas duas primeiras divisões foi reduzido para apenas 20 clubes. Só falta o Coritiba se garantir lá.

Parabéns ao tricolor pela volta. Seja bem-vindo novamente à primeira divisão!

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Agora é aquele problema que acontece todo final de temporada: o inevitável desmanche do elenco. Gabriel Dias, emprestado pelo Palmeiras, já vai embora. Deverá assinar com o Internacional. Richard e Iago Maidana pertencem ao São Paulo. João Pedro retorna ao Atlético Paranaense.
Cabe à diretoria ter a sabedoria necessária nas contratações e tentar segurar algumas peças importantes visando 2018. A verba será maior em relação ao ano que se encerra. É só não cometer extravagâncias que o objetivo de permanecer entre os 16 se concretiza. O que vier daí pra frente será lucro.

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Os lugares para 2018 na Fórmula 1 vão se fechando. Agora foi a vez da Toro Rosso anunciar a dupla. Brendon Hartley e Pierre Gasly vão mesmo conduzir os carros de Faenza. Eles serão empurrados pela Honda. A se julgar pelo desempenho dos japoneses neste final de temporada, poderemos ter boas surpresas para o ano que vem.

Resta então apenas a Sauber. É quase certo que Pascal Wehrlein fique mesmo a pé. Marcus Ericsson está sob risco. E, cá pra nós, o sueco não faria falta nenhuma se saísse.
Uma das vagas deverá ser do monegasco Charles Leclerc, campeão da Fórmula 2. Caso Ericsson realmente seja defenestrado de Hinwill, Antonio Giovinazzi seria o nome mais provável na equipe. Lembrando que a Ferrari acertou parceria com a equipe suíça que deverá ser uma espécie de time B de Maranello.
A definição deve acontecer ao longo dos próximos dias. No mais tardar, durante os testes de pré-temporada. Neste final de semana, Abu Dhabi recebe a última corrida de 2017.

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