Injustiças

CASSIO BIDA

Não é de hoje que a Fórmula 1 é um esporte ingrato. Além da escalada habitual do kart à Fórmula 2 cada vez mais o dinheiro que o piloto pode levar é importante. Não basta mais ter um talento nato. É preciso contribuir com o patrocínio da equipe.

Nesta semana saiu a notícia que Robert Kubica está descartado pela equipe Williams para a temporada 2018. O polonês, que era dado como certo em Grove para o ano que vem, aparentemente não convenceu nos testes de Abu Dhabi. Ou os milhões dele não foram páreo para os de Sergei Sirotkin, jovem russo que deverá ser companheiro de Lance Stroll no ano que vem.

Sabemos que Kubica é talentoso. Embora a limitação nos movimentos do braço direito atrapalhem, pilotar um Fórmula 1 não é tarefa das mais fáceis. No entanto, o lucro que Sirotkin pode trazer à Williams, que vai perder dois patrocinadores importantes, é ainda maior. Sem falar que é importante para a terra de Putin ter um piloto local no grid e em uma equipe que pode ter condições, eventualmente, de conseguir um pódio. O último russo na Fórmula 1 foi Kvyat.*
Faltando apenas esta vaga, teremos as dez duplas prontas para alinhar no grid em Melbourne, na primeira das 21 etapas da temporada.

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Ainda em se falando em injustiças, a maior de todas elas ainda permanece na Sauber. Por mais bom relacionamento que se tenha e grana para patrocinar, é inadmissível que um piloto como Marcus Ericsson permaneça na Fórmula 1 queimando jovens e talentosos companheiros.
Ter um bom relacionamento com os chefes da equipe é fundamental, sem dúvida. Mas é importante ter competência e apresentar resultados. E isso Ericsson não entregou à equipe nos últimos dois anos. Não marcou um ponto sequer e, ainda assim, permanece em Hinwill.
Como isso é possível? Em quatro anos na categoria ele não mostrou nada e ainda permanece brincando de correr de automóvel. Tomara que a parceria do time suíço com a Alfa Romeo corrija essa falha a partir de 2019. Do contrário, é bom Charles Leclerc ficar de olho. Ou, assim como aconteceu como Felipe Nasr e Pascal Wehrlein, sairá da equipe queimado em nome do “homem do dinheiro”.

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Semana decisiva no futebol brasileiro. Hoje à tarde o Grêmio entra em campo contra o Pachuca na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa em Abu Dhabi. Se vencer a equipe mexicana, deverá enfrentar o Real Madrid na decisão, que acontece no sábado. Os merengues jogam contra o Al-Jazira amanhã.

Caso se classifique, o Grêmio será o primeiro brasileiro a decidir o título mundial fora do Japão. Internacional e Atlético Mineiro falharam nas suas tentativas.

Amanhã, será a vez da final da Copa Sul-Americana. O Maracanã ficará pequeno para o confronto decisivo entre Flamengo e Independiente de Avellaneda. No primeiro jogo, vitória argentina de virada por 2 a 1. O Flamengo precisa vencer em casa por 2 gols de diferença para conquistar a taça. Se isso acontecer, o Vasco entra diretamente na fase de grupos da Libertadores e o Atlético Mineiro vai para a primeira fase da competição.
Nossa torcida, lógico, é toda para os clubes brasileiros. Mas a missão de ambos não será fácil. O Pachuca é um time que gosta de complicar. Que o diga o Atlético Paranaense. E o Independiente, com sede de títulos internacionais há muito tempo, vê na Sul-Americana uma importante chance de retomar o seu caminho de glórias de outras épocas. Aguardemos!

 

*Anteriormente falamos que Petrov havia sido o último russo na F-1

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