COB e CBG realizam seminário para debater planejamento da ginástica artística em 2018

Em ação conjunta, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) realizaram neste fim de semana, no Centro de Treinamento Time Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), um seminário um seminário para discutir o planejamento da ginástica artística para o ano de 2018 e ações fundamentais para desenvolver o esporte para o ciclo olímpico.

Com a presença de profissionais de diversas áreas, o evento apresentou o planejamento anual para a modalidade em 2018 e contou com a participação do presidente do COB, Paulo Wanderley, da presidente da CBG, Luciene Resende, do gerente-geral de Alto Rendimento do COB, Jorge Bichara, e do coordenador de Seleções de Ginástica Artística da CBG, Marcos Goto.

O seminário tratou de temas variados como a necessidade das avaliações constantes que são realizadas, as principais lesões da modalidade e como evitá-las, assédio no esporte, código de conduta, doping, coaching esportivo, análise do cenário internacional, preparação física, arbitragem e participação em eventos internacionais, entre outros. Participaram do encontro treinadores, médicos, fisioterapeutas, árbitros, gerentes e profissionais de várias áreas ligadas à ginástica artística.

A ação marcou o início de um período de bastante trabalho para a modalidade, já que a partir do dia 14, 20 atletas da ginástica artística masculina e 20 da feminina estarão concentrados no CT Time Brasil para o primeiro estágio de treinamento do ano.

Sob a coordenação de Marcos Goto e a presença de diversos treinadores, eles passarão por avaliações e treinamentos até o dia 27.

As duas ações em conjunto formam um grande passo para o desenvolvimento da modalidade e a busca de resultados neste ciclo que termina em 2020 com os Jogos Olímpicos do Japão.

O presidente do COB, Paulo Wanderley lembrou do grande trabalho contínuo que tem sido feito pelas comissões técnicas multidisciplinares. “Temos aqui pessoas do mais alto gabarito, especialistas trabalhando em prol da ginástica. Com certeza teremos muito sucesso nesse seminário. Foi uma iniciativa muito importante.”

Para Luciene Resende, esse é um passo importante para o planejamento da modalidade. “Esse seminário está sendo um grande encontro de todos os profissionais envolvidos e que fazem a ginástica artística brasileira na atualidade. Com eventos como esse não só podemos discutir e aprender sobre as áreas relacionadas, mas como também traçar parâmetros e metas para o ciclo olímpico. A ginástica artística brasileira possui já quatro medalhas olímpicas e com um trabalho assim contínuo, bem planejado e com objetivos traçados, esperamos alcançar as próximas metas. Será uma grande troca de experiências”, comentou a presidente da CBG.

O gerente-geral de Alto Rendimento do COB afirmou que os dois dias foram muito proveitosos e as discussões foram um passo importante para o desenvolvimento da ginástica. “O evento cumpriu o papel que havia sido proposto. Envolveu treinadores, coordenadores, fisioterapeutas, os profissionais que atuam diretamente na preparação dos atletas de ginástica em uma discussão que envolveu temas relacionados diretamente à função de cada um. Tivemos a questão da fisiologia, da nutrição, da preparação física, tivemos muitos aspectos técnicos, muitas questões relacionadas a planejamento e à classificação para os Jogos Olímpicos de 2020. Toda a programação desse seminário foi estudada com muito carinho para que apresentássemos informações úteis para o dia-a-dia do trabalho. As exposições foram ricas e as participações foram efetivas. Alguns temas são polêmicos e foram expostos dessa forma mesmo para colocar as pessoas para pensar, refletir, tomar suas decisões e entender quais caminhos existem. Para nós, do COB, em parceria com a CBG, nosso objetivo está sendo cumprido em oferecer a esses treinadores condições de se organizarem melhor e tratarem cada vez melhor os atletas brasileiros”, afirmou Jorge Bichara;

Além do desempenho e resultados, estiveram em pauta discussões bastante produtivas para a a melhoria dos procedimentos ligados à performance, à ética e código de conduta. Tudo isso para que a modalidade, detentora de quatro medalhas olímpicas, possa alcançar cada vez mais melhores resultados, levando em conta, acima de tudo, o bem-estar dos atletas e comissões técnicas.

O coordenador das Seleções, Marcos Goto, começou expondo os planos e metas para as equipes em 2018 e para o restante do ciclo olímpico. “O objetivo foi detalhar o plano de trabalho para o ciclo, apresentar o calendário anual, incluindo treinamentos e competições e o primeiro estágio de treinamento do ano no qual 40 atletas foram selecionados, com base na análise dos resultados nacionais e internacionais de 2017, juntamente com condições físicas e médicas. Serão duas semanas de treinamentos que irão identificar os atletas em nível de performance para as competições deste ano e planificar as metas individuais para o grupo”, explicou.

Ele falou um pouco sobre a importância dos estágios de treinamento. “Temos previsão de realizar sete estágios. Está comprovado que estes encontros são muito importantes para o trabalho. Quanto mais nos encontrarmos, mais produtivo será, já que não temos uma Seleção permanente. E a estrutura do Centro de Treinamento aqui no Rio tem que ser aproveitada, pois é de ponta”, elogiou Marcos Goto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *