Começamos

CASSIO BIDA

Entre idas, vindas, novos hábitos e rotinas, eis que voltamos para a primeira coluna deste 2018. O período de festas foi ótimo para reabastecer as energias, colocar em perspectiva o que rolou no ano passado e agradecer. Acima de tudo, 2017 foi um ano recheado de conquistas e realizações. Em especial, o retorno às colunas do Conexão. Agora às terças.

Enquanto janeiro ainda não aquece tanto as pautas, vamos escrevendo naquele ritmo mais tranquilo. A partir do final do mês que vem, com o início dos testes de pré-temporada na Espanha, vou falando com mais frequência de Fórmula 1.

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Isto não significa, no entanto, que não pintem novidades importantes sobre a categoria. Enquanto os carros não voltam às pistas, as equipes seguem se movimentando com força nos bastidores.
Começando com a reviravolta em Grove. Robert Kubica, segundo parte da imprensa especializada mundial e brasileira, já era dado como certo no lugar de Felipe Massa na Williams. Aí vieram os testes em Abu Dhabi, algumas avaliações técnicas e o jogo virou.
Nesta segunda-feira um correspondente da BBC confirmou: Sergei Sirotkin está cada vez mais próximo da vaga de piloto titular. A decisão veio com base técnica. O russo foi mais rápido que o polonês nos testes. E tio Frank não quis correr o risco de bancar uma volta que poderia ser um belo tiro pela culatra. A própria Renault já tinha dispensado o polonês, de acordo com o jornalista da rede inglesa, pelo mesmo motivo.
O dinheiro teria influenciado? Se houve influência, não foi muita. É verdade que Sirotkin traz o dobro de caixa em relação a Kubica. O que ajuda a equipe que perdeu dois patrocinadores substanciais para 2018. Resta saber o que o time inglês será capaz de fazer com dois jovens valores. Um Stroll ainda cru e o terceiro russo a tentar conseguir melhores resultados que Vitaly Petrov e Daniil Kvyat.

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Por falar no “torpedo” ele foi contratado para ser piloto de testes da Ferrari a partir desta temporada. Notícia extremamente surpreendente e que, dependendo do andar da carruagem, pode movimentar o mercado de forma interessante visando 2019.
Não é segredo que Kvyat foi dispensado do programa de pilotos da Red Bull devido a alguns problemas de desempenho. Em especial, logo após bater em Sebastian Vettel no GP da Rússia de 2015.
Chega a ser irônico ver Kvyat e Vettel vestirem o mesmo macacão passados quase 3 anos do incidente. Mais ainda será se, em 2019, ambos forem companheiros de equipe. Será um movimento de Maranello antecipando um possível veto de Ricciardo no ano seguinte? Aguardemos!

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Por último, mas não menos importante, a notícia que mais sacudiu o mundo esportivo veio da península coreana.
É verdade que o esporte é capaz de grandes feitos. Um dos mais notáveis, e particularmente aquele que mais me encanta, é a capacidade de unir povos e proporcionar a paz. Pois bem, eis que a Coreia do Norte manifestou intenção de enviar uma equipe de atletas aos Jogos Olímpicos de Inverno em Pyeongchang no vizinho do Sul. Os dois países haviam cortado relações há dois anos.
As conversas estão avançando e, ao que tudo indica, deveremos ter as duas Coreias disputando competições em menos de um mês. Um gesto importantíssimo de diálogo em tempos tão tempestuosos no mundo por conta da animosidade no país de Kim Jong-un. Ou seria um mero jogo de cena do líder nortecoreano?

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