Na NBA, os “riquinhos” são os que dão problema – Conexão News

Na NBA, os “riquinhos” são os que dão problema

ANA

Enquanto assistimos aos jogos da NBA não prestamos atenção em algumas coisas, mas foi pesquisando uma pauta para esta coluna que eu percebi algo: os jogadores mais bem pagos atualmente da NBA são também os que lideram as expulsões da temporada.

 

O motivo das expulsões são os mais variados, mas na temporada 2017/18 dos 483 jogadores que entraram em quadra, 27 jogadores já foram excluídos, ou seja, na liga como um todo 5% dos jogadores foram expulsos e nesse percentual, 60% são o top 10 da NBA. Fanáticos ao redor do mundo levantam teorias para esse fato curioso, alguns até dizem se tratar de perseguição, mas ao meu ver, muito também é responsabilidade da falta de maturidade somada ao ego de muitos dos jogadores.

 

Stephen Curry, por exemplo, atualmente é o atleta mais bem pago e foi expulso quando reclamou de uma falta não marcada no jogo contra o Memphis Grizzlies e quando não teve seu pedido atendido simplesmente jogou seu protetor bucal no árbitro da ocasião. A atitude impensada do camisa 30, além da sua suspensão, rendeu uma multa de 50 mil dólares.

 

Outros jogadores de peso como James Harden, do Houston Rockets, e LeBron James, do Cleveland Cavaliers, também tiveram problemas por mera rebeldia. O ala dos Rockets, após cometer seis faltas em um jogo, pegou a bola das mãos do árbitro de maneira bruta, o que também lhe rendeu uma multa bem cara; com LeBron, a expulsão aconteceu após o jogador reclamar de forma grosseira e enfática de uma falta não marcada. Russell Westbrook, armador dos Thunder, também reclamou de uma falta e acabou sendo ejetado.

 

O 6º maior salário da NBA, Kyle Lowry, do time de Toronto, já conseguiu ser expulso da temporada em duas ocasiões. Na primeira em um jogo contra o Washington Wizards, por uma reclamação e jogos depois contra o 76ers por “indisciplina”, no caso, Lowry se desentendeu com Ben Simmons, armador do time rival, e ambos receberam a expulsão. Para piorar a situação do jogador do Toronto Raptors, ele saiu de quadra trocando ofensas com o rival e insinuando que a confusão não acabava por ali e que “eles se viam lá fora”, como o próprio Kyle disse e repórtes presentes captaram durante a confusão.

 

Curiosamente, o recordista de exclusões, sendo três ao total, Kevin Durant, MVP da última temporada, não faz parte da lista de jogadores, já que é o 16º mais bem pago da liga, ganhando cerca de 25 milhões de dólares na temporada. O ala do Golden State Warriors já foi ejetado por reclamação, por brigar com outro jogador e por irritar os árbitros, e mesmo tendo uma infração de cada “tipo”, Durant não entra na lista, mas tem aqui a sua menção degradante.

 

Mas o jogador que me trouxe a essa pauta foi Blake Griffin, um dos casos mais recentes dessa imaturidade dos jogadores. O ala-pivô dos Clippers entrou em uma discussão com Chris Paul, Trevor Ariza e até mesmo com o treinador do Houston Rockers, Mike D’Antoni, tudo em um só jogo e foi mandado para fora, junto com Chris. Na última terça-feira (16), D’Antoni afirmou que Griffin bateu nele no pré-jogo que teve toda essa confusão. Ao que tudo indica a situação ainda vai muito além do que uma mera suspensão. E a NBA precisa fazer alguma coisa porque algumas situações podem – e vão – sair do controle se a liga não estabelecer uma punição mais severa.

 

Eu não poderia encerrar essa coluna sem citar os “bonzinhos” dessa lista. Dos 10 jogadores mais bem pagos, apenas 4 estão ausentes por lesão e não por confusão, e, destes, apenas DeMar DeRozan, dos Raptors, está disponível para jogo. Mike Conley, o 7º mais bem pago não está mais relacionado para a temporada após jogar 12 jogos e sofrer uma lesão. Gordon Hayward, 4º na lista, teve uma participação recorde de 5 minutos em quadra antes de sofrer uma falta e se lesionar. Agora no top 3, Paul Milsap, jogou 16 partidas na temporada e foi afastado também por lesão.

 

Excluso os “mocinhos” da lista, todos os outros jogadores que foram suspensos/ejetados/expulsos/excluídos merecem uma repreensão mais severa da NBA, assim como já acontece em outros esportes, que visam diminuir as faltas e multas que acontecem. Se a NBA continuar fazendo vista grossa, apenas para agradar a arquibancada, é possível que dentro de anos esses jogadores estejam comandando a liga e é aí que o perigo mora. O que nos acalma é que os chefões da NBA estão atentos e prontos para tomar medidas mais severas, se necessário, e eu prometo que trago mais informações sobre isso em textos futuros.

 

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