Senna, o eterno ídolo brasileiro!

Danilo

“Senna bateu forte”. A frase ecoada por Galvão Bueno ainda persiste nos pensamentos do povo brasileiro. Aquela manhã de domingo há 24 anos atrás era diferente. Enquanto Galvão pronunciava a frase na transmissão ao vivo da Fórmula 1, as imagens mostravam os destroços do carro de Senna espalhados pelo chão na curva Tamburello. Dentro do carro o que se via era uma imagem do clássico capacete verde e amarelo imóvel, ao mesmo passo que os desejos de todo povo brasileiro fosse que ele se levantasse e saísse do cockpit. Um leve movimento de sua cabeça fez o capacete repousar na lateral do carro, mas ele continuava imóvel, preocupando sua nação.

Era apenas a sétima volta daquele Grand Prêmio que ninguém gostaria que tivesse acontecido. Nem o próprio Senna gostaria de correr. Os acidentes de sexta-feira e sábado, já mostravam que aquele final de semana seria diferente. Tudo começou com Rubens Barrichello, que competia pela equipe Jordan. Seu carro bate forte em alta velocidade na altura de uma chicane. No hospital, Rubinho acordou e encontrou Senna ao seu lado, cheio de preocupações com o compatriota.

No sábado, durante o treino classificatório mais um acidente, desta vez fatal. O austríaco Ratzenberger, de 33 anos, perdeu a asa dianteira, rodou a mais de 300 km/h na curva Villeneuve e bate num muro de concreto. Senna rapidamente se dirigiu em um carro da direção de prova para o local e ficou observando os socorros.

No decorrer do treino Senna fez o que mais se esperavam dele, garantiu a pole e largaria em primeiro no GP de Imola. As imagens antes da largada do Grand Prêmio mostram um Senna abatido, preocupado, totalmente diferente do que era normal vê-lo. Ele parecia pressentir o que estava por vir.

Na sétima volta o acidente que todos nós não queríamos. Voltamos à frase dita por Galvão Bueno, aquela que ainda ecoa em todas as nossas lembranças. Senna bateu forte, muito forte, bateu a 310 km/h no muro de concreto da curva Tamburello. Os momentos após o acidente deixaram o Brasil e o mundo preocupados. Senna foi transportado de helicóptero para o hospital Maggiore, onde seu coração parou de bater e ele se eternizou na história do mundo automobilístico e esportivo.

Senna era e é até hoje o maior ídolo do esporte brasileiro após Pelé. Afirmo sem medo que ele é a maior referência esportiva que podemos ter no esporte nacional. Tanto dentro quanto fora das pistas ele foi gigante. Sem vergonha de carregar as cores do país, sempre exaltando sua nação e acima de tudo tendo muito amor à pátria.

Desde aquele fatídico 1º de maio de 1994 os domingos são mais tristes, a Fórmula 1 perdeu a cor e o esporte nacional ficou órfão de um ídolo. Senna eterno, dentro das pistas e no coração dos brasileiros.

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