“Quero me imortalizar no wrestling”, diz Igor Queiroz que vai representar o Brasil nas Olimpíadas da Juventude

ASSINATURA DANILO

O wrestling brasileiro vem sendo muito bem servido na base. A modalidade que vem crescendo cada vez mais no país vê a cada dia que passa novos talentos e promessas surgirem. Um dos talentos da nova geração de wrestling é o atleta Igor Queiroz, que vem obtendo conquistas importantes nos últimos anos. Ele começou a praticar a modalidade em 2015 e já está entre os principais atletas do país em sua categoria.

Longe da família, Igor treina no Rio de Janeiro em busca de tornar realidade seus grandes sonhos no esporte, ele quer se imortalizar no wrestling – modalidade que ainda não conquistou medalhas para o Brasil em Jogos Olímpicos. Atualmente está se preparando para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude, competição que será realizada em Buenos Aires entre os dias 6 e 18 de agosto.

O Conexão News conversou com exclusividade com Igor Queiroz. Acompanhe abaixo. 

 

CN – Igor, pode nos falar um pouco sobre sua vida pessoal e de atleta?  

IQ – No meu tempo livre vou para igreja e no resto do tempo estou treinando ou descansando. Não moro com minha família, atualmente moro sozinho no Rio de Janeiro, na casa de um dos meus técnicos, então não tenho muito o que fazer, apenas focar em minhas competições. 

 

CN – Como o wrestling entrou na sua vida? 

IQ –  Eu comecei no taekwondo, logo depois por influência do meu pai que treinava jiu-jitsu comecei a treinar também e lá na academia de jiu-jitsu conheci a luta olímpica ou wrestling. Na minha primeira competição nacional fui disputar sabendo apenas o jiu-jitsu e fui vice campeão, assim tomei gosto pela luta olímpica e comecei a treinar pois queria ser o melhor.  

 

Como é o apoio da minha família?  

IQ – Bom, esse é meu maior diferencial, tenho o amor da minha família e tenho pais que fazem tudo por mim. Minha família é maravilhosa, tenho orgulho deles e são muito guerreiros, são minha âncora. Estão comigo sempre quando podem. 

CN – Quais suas rotinas diárias de treino?  

IQ –  O meu primeiro treino na parte da manhã é das 9:00 às 11:30. Meu segundo treino é na parte da tarde e começa às 15:00 e vai até às 17:00. Depois das 18:00 às 20:30 tem o último treino do dia. Os treinos são de segunda à sábado, mas quando estamos perto de campeonatos treinamos aos domingos também.

CN – Qual a maior dificuldade na sua vida de atleta?  

IQ – A maior dificuldade de todo atleta é a questão de patrocínio, isso me afeta também, porém isso todos já sabem. Hoje umas das grandes dificuldades que encontro é a questão de estar longe da minha família e amigos pois sou uma pessoa bem grudada com a família.  Aqui (no Rio de Janeiro) eu até tenho grandes amigos, mas nada substitui o papai a mamãe e a maninha né? 

 CN – Qual seu principal objetivo no wrestling? 

IQ – Quero me imortalizar no esporte, conquistar medalhas olímpicas para o meu país e fazer da minha história uma motivação para outros atletas. 

 CN – Como é representar o Brasil em competições internacionais?  

IQ – Toda vez que ouço o nosso hino nacional me arrepio desde a ponta do dedão até o último fui de cabelo, então sempre é muito bom lutar pelo Brasil. Quando estou ali no tapete não é apenas o Igor e sim todos os guerreiros brasileiros, então se for para resumir em uma palavra com toda certeza seria “gratificante”, vale tudo para ver o meu país no topo. 

 CN – Qual a expectativa para os jogos olímpicos da juventude em Buenos Aires ? 

IQ – Voltar para casa com a medalha tão sonhado por mim e pelo povo brasileiro, além de servir como motivação para as novas gerações de atletas nacionais. 

CN – Qual seu grande ídolo no esporte? 

IQ – No wrestling Mijain Lopez, mas no esporte em geral com toda certeza Ayrton Senna, gosto muito da história dele e admiro o que fez pelo povo brasileiro. 

CN – Você acha que consegue estar nos jogos olímpicos de Tóquio?  

IQ – Estou nos Jogos Olímpicos da Juventude, então vamos um passo de cada vez, mas se estou aqui, com trabalho duro eu chego lá em Tóquio. 

 CN – Nos conte mais sobre sua vida pessoal, sobre a cidade onde você mora, sobre dificuldade de conciliar o estouro com a prática esportiva? 

IQ – Eu já acabei o ensino médio, mas quando estudava tive a sorte de estar em colégios bem flexíveis quanto ao estudo e esporte. Agora vou entrar em uma nova fase: a faculdade. Aí sim vamos ver como vai ser, mas acredito que vou conseguir conciliar, pois meu pai sempre me ensinou que existe tempo para tudo na vida. Quanto a minha cidade, gosto muito de citar meu bairro o tujucal, lá tem pessoas maravilhosas que me ajudam, apoiam, eu tenho uma família na minha comunidade. Sou grato a eles por tudo. 

 

 

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