Brasil erra no último aparelho e fica fora do pódio no mundial de ginástica artística

ASSINATURA DANILO

Foi por pouco  que as meninas do Brasil não conseguiram um lugar histórico no pódio da disputa por equipes no mundial de ginástica artística. Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira, Rebeca Andrade e Thaís Fidelis ficaram namorando um lugar no pódio até o último aparelho, quando o Brasil chegou em terceiro lugar, mas as barras assimétricas derrubaram o Brasil e as ginasticas tirando o sonho de fazer história em Doha. Com os erros a equipe feminina terminou em 7º lugar e mostrou que pode evoluir muito de olho nas Olimpíadas de Tóquio 2020.

Este é o segundo melhor resultado da história do Brasil em Campeonatos Mundiais, atrás apenas do quinto lugar obtido em 2007, na Alemanha, e 2006, na Dinamarca. O Mundial de Doha distribuiu três vagas para a Olimpíada de Tóquio, conquistadas por Estados Unidos, Rússia e China, os três países que foram ao pódio. O Campeonato do ano que vem, marcado para a Alemanha, dará um lugar nos Jogos para outras nove equipes.

Rotação dos aparelhos

O Brasil começou na trave. Ali Jade Barbosa acabou caindo e ficando com a nota 11,466. A jovem Rebeca Andrade conseguiu um ótima pontuação e fechou em 13,600. Flávia Saraiva se destacou e conseguiu a melhor nota da equipe na trave – sua especialidade, 13,600, levantando a média de pontuação do Brasil.

A segunda rotação do Brasil foi no solo e contou com Thaís Fidelis no lugar de Rebeca Andrade, e ela conseguiu uma boa nota, 13,233. Jade fez uma apresentação segura e pontuou 13,100, enquanto Flavinha novamente foi a melhor do Brasil e cravou sua série marcando 13,800 (vale lembrar que ela é finalista do individual neste aparelho).

 

Se o brasil queria sonhar com uma posição no pódio era necessário chegar bem nos últimos dois aparelhos e foi o que as meninas fizeram no salto. A terceira rotação foi a melhor do time. Com Jade Barbosa marcando 14,600, Flavia 14,433 e Rebeca 14,633 o Brasil pulou da sétima posição para a terceira faltando apenas uma rotação para encerrar a final por equipes.

O sonho por medalhas era grande e as meninas começaram a acreditar em uma vaga no pódio e o carimbo no passaporte para os Jogos Olímpicos de Tóquio. A última rotação era nas barras assimétricas, mas as meninas do Brasil não se saíram bem. Jade errou no finalzinho ao ter um desequilíbrio e perdeu pontos fechando a apresentação com 12,233. Flavinha mostrou que ainda tem muito a evoluir nas barras o aparelho que tem mais dificuldade, ela errou uma ligação, mas conseguiu fazer a série toda e terminou com 12,466. Rebeca foi a melhor brasileira nas barras, mas ela sofreu uma queda e terminou com 12,966. Com a baixa pontuação o Brasil despencou para 7º lugar e viu o sonho da medalha que estava tão perto ir para longe.

No final das contas o ouro ficou com os Estados Unidos, a prata com a Rússia e o bronze com a China. Para o Brasil ficou o gostinho de quero mais, porém deu para ver que a equipe feminina pode chegar ao pódio em um futuro próximo.

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