Buenos Aires 2018 desafia a gravidade, encanta o mundo e faz uma cerimônia de abertura histórica

ASSINATURA DANILO ASSINATURA EDUARDO

 

O palco principal da festa era a avenida 9 de julho, coração da cidade de Buenos Aires e o personagem principal foi o Obelisco, um dos principais cartões postais da capital da Argentina. O Comitê Organizador Local conseguiu reunir no mesmo espaço gente do mundo todo e vários argentinos que se emocionaram do começo ao fim. Desafiando a gravidade e usando o Obelisco como “palco”, a cerimônia de abertura da terceira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude levou o público a loucura e fez história ao realizar a primeira abertura olímpica fora de um estádio.

Como prometido nos dias que antecederam a cerimônia, as apresentações desafiaram a gravidade e encantaram o público que viu o Obelisco se transformar em piscina, pista de atletismo, raia de canoagem entre outras coisas.

Um dos momentos mais emocionantes da abertura – e que arrancou lágrimas de muitos argentinos, foi a hora do hino nacional do país, quando o Obelisco teve a bandeira da argentina projetada nele e uma pessoa desceu pelo mesmo carregando a bandeira que iria para o mastro.

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Outro momento inesquecível foi quando os anéis olímpicos sobrevoaram a avenida para a exaltação do público que acompanhava. Mas nem tudo foi festa para os argentinos que acompanhavam o espetáculo. Quando o presidente Mauricio Macri foi anunciado houve uma intensa vaia, reflexo da grave crise econômica que o país atravessa.

Se a vaia foi imensa para o presidente da Argentina, os garotos tailandeses que ficaram presos em uma caverna por duas semanas receberam uma sonora salva de palmas quando foram anunciados por Thomas Bach, presidente do COI.

Para a imprensa também nem tudo foi festa, a falta de uma área de imprensa expôs fotógrafos e o restante da mídia a acompanhar a cerimônia no meio do público, sem condições nenhuma de trabalho. Foi o ponto negativo da inovadora cerimônia que a Argentina apresentou.

O momento mais esperado da noite era o ascendimento da pira olímpica e a honra coube, pela primeira vez na história olímpica a dois atletas. A judoca Paula Pareto (medalha de ouro na Rio-2016) e velejador Sebastian Lange (Ouro na Rio-2016 e Bronze em Pequim-2008 e Atenas-2004 ) foram os responsáveis por acender a pira.

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Quem foi para a avenida nove de julho respirou emoção e viu a história ser escrita, mesmo com algumas falhas. Mas Buenos Aires 2018 cumpriu com o objetivo, deu oportunidade para o mundo inteiro conhecer um pouco melhor a cidade sede dos Jogos e deu o pontapé inicial para 13 dias intensos de disputas.

jogos olimpicos da juventude


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