O futebol brasileiro não precisa do patrocínio da Caixa… mas os esportes olímpicos sim

ASSINATURA DANILO

Governo novo, ano novo e algumas surpresas no mundo esportivo. O ministro da Economia Paulo Guedes anunciou logo nos primeiros dias do novo governo federal que o banco estatal Caixa Econômica não iria renovar os contratos de patrocínio com os clubes de futebol. Uma preocupação enorme para os clubes brasileiros que em sua maioria tinham o banco como patrocinador máster. Aliás, em fevereiro de 2017 a Caixa estampava a sua marca em 17 dos 20 clubes da série A do Brasileirão.

Cá entre nós o ministro Paulo Guedes fez um golaço ao cortar os patrocínios, só no ano passado o contrato da estatal com clubes brasileiros custou R$ 127,8 milhões, enquanto para os esportes olímpicos o investimento foi de R$ 47, 6 milhões. Uma grande diferença não é mesmo?

Até o momento não foi divulgado se outras modalidades vão sofrer o impacto da visão do novo governo quanto aos patrocínios de estatais no esporte. Fica a torcida para que as modalidades olímpicas não sofram com mais cortes.

Nos últimos anos a Caixa já realizou cortes importantes no esporte olímpico e paralímpico. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) teve um corte de R$ 25 milhões no seu orçamento que caiu de R$ 120 milhões para R$ 95 milhões.

A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) foi outra entidade a ter seu contrato reduzido após uma excelente Olimpíada em 2016 onde conquistou três medalhas, algo inédito para a modalidade. A CBG teve seu contrato reduzido de R$ 35 milhões para R$ 20 milhões.

Além da CPB e da CBG a Caixa também investe na Liga Nacional de Basquete (LNB) e na Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). O fim do contrato com todas as entidades é em 2020 ano das Olimpíadas de Tóquio.

Se para o ciclo de Tóquio o investimento já diminuiu e prejudicou muitas modalidades a tendência é que para o ciclo dos Jogos de Paris 2024 o esporte brasileiro fique mais órfão. Se o futebol brasileiro não necessita do apoio da estatal para sobreviver, os esportes olímpicos precisam e muito. Como jornalista esportivo e amante das modalidades ditas “amadoras” espero que o investimento que saiu do futebol tenha seus recursos direcionados para outros esportes.

O que o presidente Jair Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes e todo o governo vão fazer eu não sei. Mas espero que lembrem do lema que colocaram nas propagandas governamentais: Pátria amada Brasil!

Afinal de contas, eu, você e todos sabemos que um país mais seguro não se faz com mais armas na rua, mas sim com educação e políticas esportivas. Esperamos que o governo coloque seu olhar para os esportes e que possamos imitar os EUA e nos tornarmos uma potência olímpica.

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