Brasil supera desconfiança e melhora desempenho no judô

ASSINATURA LEANDRO

O Judô brasileiro vem melhorando cada vez mais a nível mundial. Dessa vez, no Grand Slam de Ecaterimburgo, a seleção trouxe na bagagem seis medalhas e os caminhos dos brasileiros não foram nada fáceis para conseguir subir ao pódio.

Com as seis conquistas o Brasil ficou no 5° lugar geral no quadro de medalhas, uma ótima participação brasileira, não acham? As medalhas não só deixaram todos felizes, mas também deu um ânimo e alívio para quem -assim como eu, estava apreensivo após um começo de ano atípico da seleção brasileira. De três Grand Slam, o Brasil só não subiu ao pódio na edição de Paris, totalizando onze medalhas nas três competições. Depois de Paris, a recuperação veio imediatamente na cidade de Dusseldorf, subindo ao pódio cinco vezes e agora na cidade de Ecaterimburgo, conquistando seis medalhas. Nos três Grand Slam de início de temporada, foram dois ouros, três pratas e seis bronzes.

Em Ecaterimburgo a medalha de ouro veio com a peso pesado Maria Suelen Altheman, após uma grande recuperação na luta final, depois de cair de waza-ri no primeiro minuto do combate com a judoca francesa Anne Fatoumata M’Bairo.
As pratas vieram com duas guerreiras “gaúchas” da Sogipa, Mayra Aguiar (-78kg) e Maria Portela (-70kg). Para Portela foi uma competição e tanto. Ela não vinha muito bem no circuito mundial, mas dessa vez se impôs e fez jus ao apelido de “raçudinha”. Já para Mayra, foi histórico. Ela conseguiu sua terceira classificação seguida para a final de uma competição válida pelo circuito mundial, mas infelizmente foi derrotada na final.

Os bronzes, vieram do lado dos homens, que não estavam aparecendo no pódio em 2019. Rafael Macedo recebeu a medalha após derrotar por waza-ri o holandês Jasper Smink, assim conquistando sua primeira medalha em Grand Slam. As outras duas medalhas vieram com os nossos pesos pesados David Moura e Rafael Silva, o baby.

Rafael e David, apesar de não se enfrentarem nas competições, estão em uma briga interna por uma vaga em Tóquio ano que vem. As medalhas mostraram que nenhum dos dois querem vacilar e dar chance ao outro. Baby tem o objetivo de conseguir sua terceira medalha, em sua terceira participação de Jogos Olímpicos, sendo histórico para o Brasil. Já David quer mostrar que pode também medalhar e até quem sabe dar um pouco de trabalho para o Francês Teddy Rinner. E nós brasileiros, torcemos muito para os dois, já que isso só ajuda no crescimento do nosso Judô.

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