Manutenção do ranking das atletas na Superliga feminina irrita as jogadoras

ASSINATURA DANILO

Foi definido na noite da última quarta-feira (27) a manutenção do ranking das atletas na Superliga Feminina para a temporada 2019/2020. Nove dos 10 clubes garantidos na próxima edição do torneio votaram por manter o ranking, fato que irritou as principais atletas do país. Apenas o Praia Clube e a Comissão de Atletas, que enviou sua opinião por escrito, foram contra.

O ranking de atletas foi implantado na temporada 1992/1993, com o objetivo de gerar equilíbrio entre os times participantes da competição. A partir da temporada 2016/2017, os clubes votaram pelo fim da pontuação geral para a formação de seus elencos, com jogadoras valendo de zero a sete pontos, passando a contar, apenas, as de pontuação máxima. Cada equipe tem o direito de ter duas jogadoras de pontuação sete no elenco, o grupo de jogadoras com essa pontuação conta com: a levantadora Dani Lins, as centrais Fabiana e Thaisa, as ponteiras Fernanda Garay, Gabi e Natália e as opostas Tandara e Tifanny. As novidades ficam por conta da entrada das levantadoras Macris e Fabíola.

O Minas Tênis, atual favorito ao título nesta temporada, vai encontrar problemas para formar seu elenco para a edição 2019/2020.  Atualmente a equipe mineira conta com as ponteiras Natália e Gabriela Guimarães, que são de sete pontos, e também com a levantadora Macris, que será ranqueada com pontuação máxima em 2019/2020, fazendo com que o time não consiga ficar com as três atletas no elenco.

A regra do ranking de atletas foi excluída para edição masculina e isso gerou reclamação das jogadoras quanto a manutenção para o naipe feminino. Grandes nomes do vôlei feminino como Gabi, Sheilla, Natália, Fabiana e Tandara postaram uma frase de protesto: “Por que somos mulheres?”, em um fundo todo preto. No comentário, o mesmo texto em crítica ao polêmico ranking. “Estamos indignadas em perceber que o ranking só continua valendo no feminino. Engraçado a CBV estar indo na contramão dos movimentos igualitários! Machismo até no esporte? @cbvolei #naoaoranking #igualdade #issoémachismo”.

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