Curitiba receberá o 3º Paranaense de Cheerleading

RAFAEL ZEMPULSKI

Pela 3ª vez seguida a capital curitibana receberá o campeonato paranaense de Cheerleading. O esporte, que se constituiu no Estados Unidos no século XIX difundiu-se, e vai muito além do clichê de garotos e garotas de uniforme e adereços incentivando os atletas universitários e profissionais. Hoje, a modalidade esportiva conta com várias divisões. Localmente, vários estados contam com suas associações como a APC (Associação Paranaense de Cheerleading), estes são afiliados à UBC (União Brasileira de Cheerleading), que por sua vez afilia-se à ICU (International Cheerleading Union), no intuito de qualificar equipes e atletas a participar do Campeonato Mundial de Cheerleading (ICU Worlds).

Segundo o site da APC, o esporte se faz de duas maneiras: o cheerleading competitivo, baseado num conjunto de diversas habilidades que forma uma “rotina” com danças, saltos, acrobacias e stunts. A rotina é traduzida numa apresentação de dois minutos e meio na qual as atletas deverão mostrar o domínio de cada habilidade. Já o cheerleading de sideline tem como foco a animação de torcida, composto por gritos de guerra, dança e demais adereços.

Dentro do estado do Paraná, estima-se 60 equipes praticantes, sendo 17 no cidade de Curitiba. Em consequência, o Paraná é o estado com mais equipes no certame nacional. A associação paranaense foi formada em 2018, tornando possível uma organização muito bem estruturada a nível nacional, não limitando-se somente aos campeonatos, mas também reuniões institucionais, promoções culturais e sociais, workshops, minicursos e etc. A APC, atualmente também colabora com apoio as equipes de Santa Catarina e Rio Grande Sul, visto que esses estados ainda não contam com sua própria associação. Atualmente, essas são as equipes formalmente associadas: Dynasty, Asas Negras, Hellgirls, Cheerwolves, Mustacheers, The Royal Cheerleading, Black Widows, Cheerrex, Bearleaders, Cheer Factory, Wildcheer, Bisetes, Felinas, Patronum All Stars, Punhos Selvagens, Inquisicheers, Devils, Duckleaders, Bioleaders, Garras de Aço e Camaleão (Santa Catarina). Algumas equipes se formaram dentro de universidades da região sul, mas várias outras são independentes.

O CN (Conexão News) conseguiu trocar uma palavra com Marcia Gemari, atual presidente da APC.  Marcia nos informou que a Associação, por estar no começo da formação, está para tirar as obrigatoriedades legais para associar as equipes de maneira formal e oficial, e através do Paranaense otimizar essa questão. Para o campeão do torneio, além do troféu há premiação financeira também! Em relação à relevância do torneio e da associação, Marcia explicou que todas essas etapas fazem com que a UBC qualifique melhor as equipes que disputam os campeonatos nacionais, e consequentemente possa selecionar os melhores atletas para o torneio mundial que é disputado na Disney todo ano. Como a associação ainda não conta com o apoio das respectivas secretarias de esporte, é muito importante a troca de experiência, informação e apoio mutuo entre os estados e a própria UBC. O Paraná, no certame nacional, já recebeu várias premiações, inclusive de primeiro e segundo lugar. Marcia também destacou a presença de atletas paranaenses nas competições internacionais, Giany Ferreira e Ingrid Hirsch. Há também um campeonato pan-americano, o qual terá atletas do estado. 

Nathalia Nunes, capitã do time Dynasty, também se dispôs a conversar com o CN. Em 2018, ela participou do seu primeiro campeonato que já veio com o título, com isso a emoção foi grande. A parte de transmissão de energia é super importante nos treinos e na competição. Treina-se muito, durante todo o ano, para se apresentar em apenas dois minutos e meio, então a responsabilidade é grande. Os treinos ocorrem aos sábados das 9 às 13 horas, e por isso tenta-se aproveitar o máximo. A sessão de alongamentos e aquecimentos são importantes e muito elaborados para evitar lesões. Também é importante, ao menos nos treinos mais intensos, um cuidado com a alimentação para que se tenha uma boa recuperação e disposição física. A sequência da prática da rotina se divide entre os stunts, jumps, acrobacias e o dance. A expectativa é alçar uma visibilidade nacional para a equipe, mas é necessário ter uma organização bem disciplinada, pois são vários torneios e é necessário encaixar as datas para todos os integrantes da equipe. Sobre nova vitória, é cedo falar qualquer coisa, por conta de que a rotina ainda esta sendo montada e ensaiada. Mas o top 3 é obrigação, completou Nathalia.

Para quem quiser acompanhar fotos, equipes e competições, ou mesmo tiver curiosidade com esse esporte pode acompanhar as informações no site da própria APC, no link https://www.apcheer.com/

No site, as equipes parceiras também tem suas páginas divulgadas de facebook e instagram, assim como a página da própria associação.

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